Archive for the ‘Reflexão’ Category

Janeiro tá pago?

sábado, janeiro 29th, 2011

Num certo dia da primeira semana do ano estava voltando do almoço quando disse para a turma:

- Pessoal, vou passar na academia e volto em 10 minutos…

- Mas o que você vai fazer em 10 minutos? Um colega perguntou.

- Vou pagar a mensalidade de janeiro e já volto.

- Janeiro? Mas você vai estar de férias!!! (e se acabou em risadas…)

Entendi completamente o ponto de vista do colega. Ele é aluno de musculação nesta academia e sua visão sobre o pagamento de mensalidades está ligado ao conceito da prestação de serviços. Quando ele está em período de férias, não está usufruindo dos serviços de seu professor de educação física nas aulas de musculação, então acha natural não pagar pelo período em que não está frequentando as aulas.

Acredito que isso deveria ser encarado de forma diferente por praticantes de artes marciais (…), o que infelizmente algumas vezes não ocorre.

Certa vez queria treinar com um mestre japonês. Estava decidido a frequentar suas aulas no meu período de férias.
No primeiro dia peguei meu dogi (kimono), minha faixa branca e fui até o Dojo.
Na primeira aula o Sensei passou por mim sem falar nada, cumprimentou seus alunos e começou o treino.
Fiquei assistindo o treinamento do começo ao fim.

No segundo dia isso se repitiu. O Sensei passou por mim sem falar nada e conduziu o treinamento com seus alunos, permitindo que eu assistisse.
No terceiro dia o Sensei se aproximou e perguntou o meu nome. Após uma breve conversa ele permitiu que eu participasse do treinamento. Fiquei pensando… Nossa, tenho certeza que muitos aspirantes a discípulo saem daqui indignados no primeiro dia.
Na verdade o Sensei estava conhecendo seu aluno. Tenho certeza que em silêncio ele observou muitas características de seu aspirante a discípulo.

Dizem que no passado os mestres aguardavam muito para aceitar um aluno. Conviviam algum tempo e isso servia tanto para o mestre ter certeza das intenções do aluno, como para que o aluno visse como era a prática daquele grupo de karatecas e tivesse realmente certeza de que o seu desejo era iniciar seu treinamento ali.

A relação mestre-aluno deveria ser algo levado muito a sério. A transmissão do legado de uma arte marcial é algo pouco compreendido por nós ocidentais (…). Bem, só citei isso de transmissão de conhecimento para fazer um link com a “prestação de contas” ref. ao pagamento de mensalidades.

Pagar o mês em que eu estou em férias do Karate-Do não pode ser comparado com o fato do amigo que não paga suas aulas de musculação quando está ausente…

Numa arte marcial existe uma relação invisível aos olhos. Um aluno deve honrar seu mestre pelo privilégio de receber ensinamentos e o pagamento de mensalidades é algo muito pequeno comparado a tudo que está em jogo.

Se você é karateca e não paga o mês em que está em férias… Bem, a dica aqui é: pague.

Sem querer generalizar, é ruim constatar que atualmente alguns karatecas encaram a relação mestre-aluno como se fosse uma relação comercial empresa-cliente. Por outro lado infelizmente alguns professores também tratam seus alunos como clientes. Se ele está pagando a mensalidade em dia, é só chegar na sua carência (tempo necessário para mudança de faixa) que este aluno pode fazer seu exame. E, é claro, nunca há reprovações para que todos fiquem felizes.

Confesso que já não consigo mais aceitar convites para participar desse tipo de banca de avaliação de exames de faixa. O comércio tomou conta de algo que não tem nada a ver com promoções… Pague 2, leve 3?! Lamentável.

O que é o Karate-Do afinal?

Desculpem-me os professores que vivem do Karate nesses termos. Alguns se justificam e dizem que fazem isso pois é preciso pagar o aluguel do espaço, pagar conta de água, luz, telefone, etc. Dizem que implantar como base o Karate Budo certamente reduziria drasticamente o número de alunos e isso significaria um salário menor no fim do mês.
Acho que isso não é justificativa. Karate é Budo! Se querem uma empresa de lucro, por que não abriram uma franquia do McDonald’s?

McDonalds

Abraços.

Você Aprende

quinta-feira, janeiro 6th, 2011

Às vezes releio posts antigos e é interessante refletir sobre o que nós mesmos escrevemos no passado. Na verdade estamos relembrando sentimentos, emoções de acontecimentos que vivemos (…)

Hoje estava me divertindo lendo algumas tentativas de fazer poesia e deparei-me com este texto que chamei de pseudônimo.

Uma parte que achei relevante foi no final quando disse que é preciso expressar seus sentimentos.

Se você gosta de alguém, vá até essa pessoa e fale! Simples assim.

E ao se despedir das pessoas de quem você ama, seja um familiar, a(o) namorada(o), um filho… sempre dê um belo sorriso e diga o quanto foi bom revê-lo. Cedo ou tarde a gente aprende que a vida é frágil e nunca sabemos se teremos a oportunidade de rever as pessoas que amamos.

Mas falando em não perder as oportunidades e vivenciar o momento presente, sugiro que procurem no YouTube um vídeo intitulado “Você Aprende“. Não tenho certeza sobre a autoria do texto. Alguns dizem que é de William Shakespeare…

Independente do autor achei a mensagem muito legal.

Abraços.

Você Aprende

Depois de algum tempo, você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la, por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobre que se levam anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.

Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.

Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.

Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.

Portanto… plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar… que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!

Falando sobre faixas

segunda-feira, janeiro 3rd, 2011

Houve um tempo em que os mestres de Karate-Do ensinavam seus discípulos e não existiam faixas. Na verdade os discípulos usavam um pedaço de pano ou fita para que a roupa ficasse fechada.

Depois de algum tempo o Kimono foi adotado como vestimenta e verificou-se que algo mais firme deveria ser usado na cintura de maneira que durante os movimentos a roupa não se soltasse. Assim, alguns mestres começaram utilizando pedaços de cordas.

Como as cordas ficavam sujas conforme o tempo de uso, estima-se que daí surgiu a idéia de que quanto mais escura a corda (a sujeira acumulada na corda a deixava com uma cor próxima da preta), maior a experiência do praticante que a portava. Com o passar dos anos cada escola de karate determinou uma ordem das cores das faixas. Cada cor teria seu significado e a cor preta seria a de maior nível.

Respeito à tradição

Noutro dia assisti um filme chamado “Dragon – The Bruce Lee history“. Trata-se de uma biografia do artista marcial Bruce Lee, filme este que foi autorizado e acompanhado pela sua esposa, Sra. Linda Lee.

Podemos aprender bastante através de filmes, livros e principalmente convivendo com seu professor ou mestre (…). Uma das coisas interessantes que vi neste filme foi conhecer o fato de que Bruce Lee respeitava e honrava a tradição das artes marciais mas não ficava preso à elas. Ele buscava sempre a melhoria da arte em todos os aspectos. Praticava incansavelmente para aperfeiçoar corpo e mente, mas estudava profundamente os aspectos filosóficos da arte para uma melhor compreensão de sua prática.

Tudo bem, mas o que isso tem a ver com esse post sobre a faixa de Karate? Calma, eu já explico…

Além de ser um praticante de Karate-Do, eu também busco estudar os aspectos filosóficos dessa arte bem como a cultura japonesa em geral. Acho que só conhecendo mais sobre os costumes, crenças e modo de ver a vida do criador de uma arte é que podemos compreender um pouco sobre a ponta deste iceberg que estamos vivenciando…

Há muito tempo atrás, tínhamos a idéia de que a faixa carregava o espírito do lutador.

A idéia era mais ou menos assim: na faixa estava contida toda a experiência e a vivência de seu dono nas lutas e batalhas, e acreditava-se que não se podia lavar as faixas usadas em treinamentos, pois dessa forma esse “espírito” do guerreiro contendo suor e sacrifício não seria perdido.

Quando eu tinha uns 10 anos também ouvi isso dos meus colegas de treino mais experientes. Eles diziam: Você deve honrar a sua faixa. Não a lave e tome cuidado para não sujá-la. Nunca deixe-a no chão.

Bem, agora que já falamos um pouco sobre tradição vou falar um pouco sobre o meu ponto de vista. É importante ressaltar que o que vou dizer agora é apenas o meu ponto de vista. Você pode discordar! ;)

Primeiro) Vivemos num País de clima tropical. Depois de um bom treino a gente tá suado de tal jeito que o Kimono até fica grudado nas costas! É ou não é?!

Segundo) Se o Kimono fica ensopado, adivinha quem também fica cheio de suor? Sim, a sua faixa…

Terceiro) Quando você chega em casa, o que faz para o seu Kimono não ficar com aquele cheiro de chulé? Sim, ele vai direto para a lavanderia.
É preciso lavar o Kimono regularmente em nome da boa higiene. Se a gente largar ele lá num canto qualquer rapidamente ele vai ficar com mau cheiro e o acúmulo de fungos pode até dar origem a bolor. Eca!!!

Quarto) Se a gente faz uma manutenção para a conservação do Kimono mantendo uma boa higiene, acredito que a nossa faixa também é merecedora destes cuidados.

Como assim? Por um acaso estou sugerindo para lavar a faixa?

Ué? Você não lava o Kimono para ele durar mais tempo? Se você cuidar da sua faixa ela também vai durar mais tempo!

Quinto) Outro fator é que se a sua faixa for acumulando o suor dos treinos ininterruptamente, certamente cedo ou tarde ela vai começar a cheirar mal!

Sexto) Se você cuidar bem da sua faixa, ela pode durar uma vida inteira. Portanto, sugiro que você lave sua faixa de vez em quando.

Sétimo) Ok, ok, talvez você seja um praticante tradicional e ache a minha idéia um pouco radical… mas o que você acha do que citei sobre a proliferação de fungos?
Se você acha que estou sendo radical, considere ao menos a possibilidade de logo após um treino, colocar a sua faixa sob o sol e/ou em um lugar bem ventilado. Só isso já vai ajudar bastante na sua conservação.

Ah! Alguns Yudansha (grupo de karatecas faixa preta) acreditam que uma vez por ano a faixa deve ser lavada. Isso geralmente ocorre no final de um ano e início de outro.
O grupo de karatecas vai até um rio e eles lavam suas faixas. Agradecem o ano que passou e ao lavarem suas faixas, simbolicamente estão renovando o espírito para o nascer de um ano de bastante trabalho.

Curiosidade: Lembra-se daquela minha faixa vermelha que ficou ensanguentada em 1993? (Vide história aqui) Então, essa faixa está guardada lá em casa e eu nunca a lavei… :)

E que 2011 seja um ano de muito treino. Vamos lá pessoal! Kime!

Oss!

Karate Kid ou Kung Fu Kid?

domingo, setembro 5th, 2010

Preciso confessar… passei alguns dias ansioso para a estréia desse filme aqui no Brasil. E assisti duas vezes no mesmo dia! :)

Como tinha assistido o trailler, já estava claro que se tratava de um remake.

Jaden Smith

Ouvi de alguns amigos karatecas. Como assim? Um filme chamado Karate Kid tendo como protagonista um aprendiz de Kung Fu? Na China? Isso não está certo…

É claro que compreendi o saudosismo dos meus companheiros de treino da década de 80… Sr. Miyagi e Daniel San incentivaram muita gente a começar a prática do Karate-Do com a série de filmes sobre esta arte marcial (…).

Jackie Chan

Só estou escrevendo este post para dizer que remake significa produzir novamente uma história que as pessoas já conhecem. Não necessariamente a história vai ser “a mesma” conhecida pelo público. Ela pode ser adaptada, pode ter ajustes com o uso de tecnologia, etc.

Na nossa TV não está passando um remake da novela Ti Ti Ti de 1985? São outros personagens, tramas e cenas que não tem nada a ver com o contexto da versão original… fizeram uma adaptação utilizando outros atores e atrizes, outros cenários, outras histórias etc. Dessa forma, não critico o filme e muito pelo contrário, fico feliz ao ver filmes sobre artes marciais que tem história e passam algumas mensagens positivas.

Com o sucesso alcançado pela bilheteria, certamente veremos por aí novos filmes com essa dupla (Jackie Chan e Jaden Smith). E quem não vai gostar de assistir novos filmes sobre artes marciais?!? Eu certamente estarei na fila da estréia! :)

Amizades reais

sexta-feira, dezembro 4th, 2009

No último domingo fui honrado com o convite para acompanhar um evento de Karate no CEU Campo Limpo. Aproveitei e convoquei o Sensei Ramon e os amigos Tiago e Marcelo.

Foi muito bom poder presenciar o trabalho de divulgação que está sendo realizado gratuitamente naquele espaço. Fico feliz pois isso demonstra que existem mais pessoas comprometidas em divulgar e vivenciar o Karate-Do.

Sensei Wili, muito obrigado pelo convite. Não é preciso dizer mas saiba que estou à disposição para auxiliar nas futuras atividades de Karate-Do realizadas sob sua coordenação.

Oss!

Virtual vs. Real
Um fato curioso é que nesse encontro conheci pessoalmente o Sensei Wili e o karateca Yan (Faixa marrom). Já conhecia ambos “virtualmente” no Orkut há algum tempo (anos). É interessante constatar a força que as redes sociais exercem nas nossas vidas. Amizades nascem no mundo virtual e algumas vezes, como neste caso, são transpostas para o real. Sem dúvida não há como negar a influência da Internet no nosso dia-a-dia… Um exemplo disso é você, que está lendo esse post agora. Se não fosse a Internet para tornar esse blog disponível para o mundo inteiro, provavelmente você não saberia que o Sensei Wili ministra treinos de Karate-Do gratuitamente no CEU Campo Limpo…

Quem é você?

sexta-feira, outubro 23rd, 2009

Quem é você realmente? Alguma vez você já refletiu sobre isso com calma, em um lugar tranquilo como numa praia olhando o mar?

Conhecer a si mesmo é muito importante para uma vida plena.

Quem somos nós? Em que acreditamos? Como nos vemos no futuro?

As questões acima servem para nortear a nossa vida. Refletir sobre questões assim nos ajuda a construir nosso projeto de vida. Planejar nosso futuro, saber aonde queremos chegar e quais estão sendo nossas atitudes rumo à esse objetivo (…).

Assim como nós, as empresas também refletem sobre seu futuro. No mundo corporativo, as três questões acima poderiam ser traduzidas como: a missão, os valores e a visão de futuro de uma empresa.

Mas não é meu objetivo falar de empresas nesse post, vamos falar de você…

Para se ter um projeto na vida, é necessário ter compromisso.

Primeiramente é necessário ter compromissos consigo mesmo: autodesenvolvimento, autonomia, autoconhecimento, qualidade de vida tanto pessoal como profissional e coerência entre o que você acredita (seus valores) e o que você faz.

É preciso também ter compromisso com as outras pessoas: ser solidário, saber aprender em grupo, ser tolerante, aceitar o outro e valorizar a diversidade humana.

Também é importante ter compromisso com o trabalho: pensar sobre o sentido do que você realiza e se atualizar de maneira constante.

Pense sobre o seu potencial, suas habilidades e competências. O que você sabe fazer de melhor? Você precisa se aperfeiçoar para atingir as metas exigidas pelo seu cargo na empresa?
Mas e se tavez suas habilidades e competências não estejam sendo aproveitadas no seu atual trabalho, você não se incomoda? O que vai fazer a respeito disso?

Refletir sobre nossos talentos não apenas nos ajuda a resgatar nossa história, como também serve para orientar nossas escolhas. Dessa forma certamente teremos um melhor aproveitamento das oportunidades da vida!

Abraços.

Conter o Espírito de Agressão

segunda-feira, agosto 3rd, 2009

Conter o Espírito de Agressão

Repetimos essa frase do Dojokun (Lema do Karate) sempre que iniciamos uma aula no Dojo. Será que conseguimos seguí-la corretamente no dia-a-dia?

Quando mestre Funakoshi criou o Dojokun, seu estado espiritual era elevado.
Portanto, cuidado ao interpretar qualquer frase de um mestre. Ela pode parecer simples mas requer muita reflexão para que se inicie um verdadeiro entendimento sobre seu significado.

Através desta frase o mestre não pede simplesmente: “- Não seja agressivo”, ou “- Contenha a agressão”… Ele vai além e diz que é preciso “Conter o Espírito de Agressão”!

Conter tal espírito está muito além de chegarmos a levantar a mão para alguém, ou até a reagirmos “agressivamente”.

Conter o “espírito” é perceber sua agressividade na essência. É nas atitudes diárias, no modo de falar com o seu semelhante e até em seu pensamento diante da vida.

Também está relacionado ao modo como cuidamos do nosso corpo, nossa alimentação, nossos hábitos.

Conter o espírito da agressão é transformar sua maneira de (con)viver!

Abaixo temos uma parábola para refletir.

Havia um rapaz com um problema de temperamento, insultando todos os que contrariavam sua vontade e opinião…

O pai deu-lhe uma caixa de pregos e disse-lhe que, cada vez que ele perdesse a calma, deveria pregar um prego na cerca que ficava atrás da casa…
Logo no 1º dia o rapaz pregou 37 pregos. Com o passar do tempo a quantidade diária de pregos pregados na madeira foi diminuindo. Ele descobriu que era mais fácil manter a calma do que ter de ir até a cerca pregar pregos…

Finalmente, chegou o dia em que o rapaz não perdeu a calma uma única vez.
Rapidamente contou ao pai, que sugeriu que o rapaz, agora, teria de retirar 1 prego por cada dia que mantivesse a calma.

Os dias passaram e o rapaz finalmente pode dizer a seu pai que todos os pregos tinham sido retirados.

O pai e o rapaz foram até a cerca atrás da casa e então o pai falou:

“Agora você está se comportando muito bem meu filho… mas você vê os buracos que ficaram na cerca? A cerca nunca mais vai ser a mesma… Quando você diz palavras de raiva, elas deixam marcas exatamente como estas nas pessoas…”

“Uma agressão verbal é tão (ou mais) grave que uma ferida real”.

Observação: Não tenho a pretensão de afirmar que esse ponto de vista é o correto entendimento deste item do Dojokun. É apenas uma reflexão…

Autores: Esse post foi escrito a partir de colaborações dos karatecas Marcel e Gouveia (Comunidade Estudos sobre Karate – Orkut)

Você é quem decide

terça-feira, junho 16th, 2009

Samurai

Diário de Bordo

Ontem a noite eu estava na universidade quando, repentinamente, o professor perguntou aos alunos qual era a página inicial configurada em seus browsers (navegadores Internet como o Internet Explorer ou o Firefox).

Adivinha qual foi a minha resposta?

Resp: Professor, a minha página inicial é o www.karate-do.com.br :)

Esta resposta encheu-me de emoções pois me lembrei de muita coisa relacionada ao mundo do Karate…

Num primeiro momento, lembrei-me que para estar lá (na universidade) existe um esforço para superar diversas barreiras com o objetivo de concluir este curso.

Dentre as barreiras a serem superadas (exigidas pelas horas de dedicação aos estudos) posso destacar:

1) Ficar mais tempo longe da família, dos amigos e momentos de lazer;

2) Ficar longe da rotina de treinamento no Dojo (…).

É irônica a situação que vivencio hoje…

É mais ou menos assim: A dedicação exigida pelos estudos me obriga a abrir mão da rotina de treinar no mínimo 3 vezes por semana…
Por outro lado, se já não tivesse vivenciado a disciplina necessária para manter esse treinamento durante anos, provavelmente seria muito mais difícil dedicar-me completamente aos estudos.

Em outras palavras: para estudar parei de treinar, mas se nunca tivesse treinado talvez não teria a disciplina suficiente para estudar. Estranho não é?!

Essa semana estou muito ansioso pois termina o semestre letivo e na próxima sexta-feira irei desesperado retornar ao treinamento e rever muitos amigos. Ufa! Que maravilha!

Um dos sábios conhecimentos que recebi do meu Sensei foi: se você um dia decidir ser um Sensei, nunca, em hipótese alguma, abandone seus alunos. (1)

Com esse ensinamento incorporado ao meu caráter, continuo firme na missão de ministrar treinamento aos meus alunos. Em casos extremos reduzo a carga horária, mas nossos encontros semanais no Dojo são sagrados.

Bem, mas a vida é assim mesmo… ela é feita de escolhas.

Assim como todas as artes marciais, o Karate nos ajuda a conhecer alguém muito importante: nós mesmos.

Conhecer-se bem é o segredo para tomar as corretas decisões durante a vida.

Conhecimento. Conhecer a si mesmo. Conhecer o outro… Muito já foi escrito sobre a importância de tudo isso.

Um famoso livro intitulado “A Arte da Guerra” escrito por Sun Tzu fala sobre estratégia militar. As estratégias do general chinês podem ser aplicadas em outras áreas, uma vez que espera-se não haver mais guerras. :)

Acredito ser uma leitura interessante para quem gosta de Karate. Ok, sou suspeito para falar…

Para encerrar esse post, deixo uma famosa frase deste famoso general chinês:

Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas“.
Sun Tzu – A Arte da Guerra.

Abraços,

Carlos Camacho.

(1) Este ensinamento está relacionado ao conceito de Giri. Pesquise no nosso site sobre esse assunto para maiores informações.

Carta da Stefany

quinta-feira, abril 9th, 2009

Hoje recebi um empolgado e-mail de uma karateca chamada Stefany. Ela é faixa vermelha e treina com o mestre Pereira Gaivota.

A seguir os questionamentos da amiga Stefany…

1) Quais são as regras num torneio?

Bem, as regras são diferentes de torneio para torneio. Isso depende da Federação que está organizando o evento. Geralmente as Federações mandam uma carta convidando as academias e Dojos para que façam inscrições nestas competições. Nessa carta são descritas as regras, quais são as categorias existentes, etc.

2) Para vocês que são mestres, o que é o Karate? O que significa?

Não sou mestre mas vou tentar falar um pouco sobre isso…
Karate é em primeiro lugar uma maneira de se viver melhor. No Karate aprendemos a nos conhecer melhor, e assim aprendemos a nos respeitar e a respeitar todas as outras pessoas. É uma arte da paz e não da guerra, uma arte que tem como objetivo unir as pessoas, permitindo o nascimento de amizades para a vida toda.
O treino constante do Karate é necessário para o nosso desenvolvimento físico e mental. Também existe o lado social, pois como disse acabamos fazendo bons amigos.

3) O que é mais importante para você se tornar um grande lutador?

Quando encontrarmos o verdadeiro espírito do Karate vamos entender que seu objetivo não é lutar. Na verdade o nosso maior campeonato é a nossa própria vida, e o Karate é um modo de nos prepararmos para sermos campeões não em um torneio, mas no convívio em sociedade: seja no trabalho, nos estudos, com a família ou com os amigos.
A vida sempre nos coloca desafios pela frente, e o Karate vai nos dar a tranquilidade para sempre escolher a melhor solução para os nossos problemas.

4) Como se concentra bem para ganhar um campeonato muito importante?

Como conversamos um pouco no item 3, temos um campeonato melhor e maior para considerar.
Muitos karatecas acreditam que os campeonatos comuns podem servir de experiência para nos conhecermos melhor, identificando nossos pontos fortes assim como os pontos que precisam ser melhorados.
A supervisão de um Sensei é muito importante para receber em seu treino boas dicas de como se preparar para um campeonato e, mais importante que isso, qual é a sua importância.
No caso de seu Sensei aprovar a sua inscrição em campeonatos, ele provavelmente vai ensinar que não importa se a gente perde ou ganha, o importante é a experiência e as lições que conseguimos tirar de tudo isso.

Oss!

Carlos Camacho.

Calma!

quarta-feira, março 18th, 2009

Paciência é uma virtude de manter um controle emocional equilibrado, sem perder a calma, ao longo do tempo. Consiste basicamente de tolerância a erros ou fatos indesejados. É a capacidade de suportar incômodos e dificuldades de toda ordem, de qualquer hora ou em qualquer lugar. É a capacidade de persistir em uma atividade difícil, tendo ação tranqüila e acreditando que você irá conseguir o que quer, de ser perseverante, de esperar o momento certo para certas atitudes, de aguardar em paz a compreensão que ainda não se tenha obtido, capacidade de ouvir alguém, com calma, com atenção, sem ter pressa, capacidade de se libertar da ansiedade. A tolerância e a paciência são fontes de apoio seguro nos quais podemos confiar. Ser paciente é ser educado, ser humanizado e saber agir com calma e com tolerância. A paciência também é uma caridade quando praticada nos relacionamentos interpessoais.

Hoje em dia vivemos numa sociedade do imediatismo. Tudo é exigido para ontem e essa pressão vem de vários lados: escola, trabalho, dojo, família. Tudo isso tem que ser imediato e se não for dessa maneira você “vai para o paredão”.

Acredito que cada pessoa tem o seu tempo de compreensão das coisas. Cada um tem a sua velocidade de raciocínio. Se somos diferentes, é preciso respeitar essas diferenças. Devemos fazer as coisas no tempo que elas demandam, de maneira responsável, sem sair atropelando tudo de forma desesperada e sem lógica.

Se você clicar aqui, verá o tempo que eu treinei um kata de forma persistente: tekki shodan. São algumas fotos de treinamentos quando eu era 2o. kyu (faixa roxa).

Hoje em dia vemos academias e dojos que formam um faixa-preta em 2 anos ou menos!

O que às vezes me pergunto em momentos de reflexão é: se uma arte marcial é um caminho para a vida toda, por que todo mundo está com tanta pressa?

Abraços,

Carlos Camacho.