Archive for the ‘Parábolas’ Category

Parábola: O Aperfeiçoamento Pessoal

terça-feira, outubro 16th, 2007

Parábola: O Aperfeiçoamento Pessoal

Um praticante certa vez perguntou a um mestre Zen, que ele considerava muito sábio:

- Quais são os tipos de pessoas que necessitam de aperfeiçoamento pessoal?

- Pessoas como eu – Comentou o mestre. O praticante ficou algo espantado:

- Um mestre como o senhor precisa de aperfeiçoamento?

- O aperfeiçoamento – respondeu o sábio – nada mais é do que vestir-se, ou alimentar-se…

- Mas – replicou o praticante – fazemos isso sempre! Imaginava que o aperfeiçoamento significasse algo mais profundo para um mestre.

- O que achas que faço todos os dias? – retrucou o mestre – A cada dia, buscando o aperfeiçoamento, faço com cuidado e honestidade os atos comuns do cotidiano. Nada é mais profundo do que isso.

Parábola: Não Conheço Títulos

terça-feira, outubro 16th, 2007

Parábola: Não Conheço Títulos

Um dia, o grande general Kitagaki foi visitar seu velho amigo, o superior do templo Tofuku.

Ao chegar, disse a um noviço de forma algo desdenhosa como comumente se dirigia às pessoas que considerava seus subordinados no exército:
- Diga ao Mestre que o grande general Kitagaki está aqui.

O noviço foi ao seu mestre e disse:
- Mestre, o Grande General Kitagaki está aqui.

O mestre respondeu:
- Não conheço Grandes Generais.

O noviço voltou à presença do militar com o recado enquanto o velho sábio observava do pórtico:
- Desculpe, o mestre não pode vê-lo. Ele não conhece nenhum Grande General.

O General inicialmente ficou surpreso, depois indignado, e finalmente compreendeu. Humildemente disse ao noviço:
- Desculpe minha arrogância. Por favor, diga-lhe que Kitagaki deseja vê-lo.

O monge assim o fez. Logo, o mestre aproximou-se com um sorriso e cumprimentou:
- Ah, Kitagaki! Há quanto tempo! Por favor, entre…

Parábola: Acerte o alvo

sexta-feira, setembro 28th, 2007

Parábola: Acerte o alvo

O iogue Raman era um verdadeiro mestre na arte do arco e flecha. Certa manhã, ele convidou seu discípulo mais querido para assistir a uma demonstração do seu talento. O discípulo já vira aquilo mais de cem vezes, mas mesmo assim resolveu obedecer ao mestre.

Foram para o bosque ao lado do mosteiro: ao chegarem diante de um belo carvalho, Raman pegou uma das flores que trazia em seu colar e colocou-a em um dos ramos da árvore.

Em seguida, abriu seu alforje e retirou três objetos: seu arco de madeira, uma flecha e um lenço branco, bordado com desenhos em lilás.

O iogue, então, posicionou-se a uma distância de cem passos do local onde havia colocado a flor e, de frente para o seu alvo, pediu que seu discípulo lhe vendasse os olhos com o lenço bordado.

O discípulo fez o que mestre ordenara.

– Quantas vezes você já me viu praticar o nobre e antigo esporte do arco e flecha? – perguntou.

– Todos os dias – disse o discípulo. – E sempre o vi acertar a uma distância de 300 passos.

Com os olhos cobertos pelo lenço, o iogue firmou os pés na terra, distendeu o arco com toda a sua energia – apontando na direção da rosa colocada num dos ramos do carvalho – e disparou.

A flecha cortou os ares, provocando um ruído agudo, mas nem sequer atingiu a árvore. Errou o alvo por uma distância constrangedora.

– Acertei? – perguntou Raman, retirando o lenço que lhe cobria os olhos.

– O senhor errou – respondeu o discípulo. – Achei que ia mostrar-me o poder do pensamento e sua capacidade de fazer mágicas.

– Eu lhe dei a lição mais importante sobre o poder do pensamento – respondeu Raman.

– Quando desejar uma coisa, concentre-se apenas nela: Ninguém jamais será capaz de atingir um alvo que não consegue ver.

Parábola: A última corda

sexta-feira, setembro 7th, 2007

Parábola: A última corda

Era uma vez um grande violinista chamado Paganini. Alguns diziam que ele era muito estranho. Outros, que era sobrenatural. As notas mágicas que saíam de seu violino tinham um som diferente, por isso ninguém queria perder a oportunidade de ver seu espetáculo.

Numa certa noite, o palco de um auditório repleto de admiradores estava preparado para recebê-lo. A orquestra entrou e foi aplaudida. O maestro foi ovacionado. Mas quando a figura de Paganini surgiu, triunfante, o público delirou. Paganini coloca seu violino no ombro e o que se assiste a seguir é indescritível. Breves e semibreves, fusas e semifusas, colcheias e semicolcheias parecem ter asas e voar com o toque daqueles dedos encantados.

De repente, um som estranho interrompe o devaneio da platéia. Uma das cordas do violino de Paganini arrebenta. O maestro parou. A orquestra parou. O público parou.

Mas Paganini não parou.

Olhando para sua partitura, ele continua a tirar sons deliciosos de um violino com problemas. O maestro e a orquestra, empolgados, voltam a tocar. Mal o público se acalmou quando, de repente, um outro som perturbador derruba a atenção dos assistentes. Uma outra corda do violino de Paganini se rompe. O maestro parou de novo. A orquestra parou de novo.

Paganini não parou.

Como se nada tivesse acontecido, ele esqueceu as dificuldades e avançou, tirando sons do impossível. O maestro e a orquestra, impressionados voltam a tocar. Mas o público não poderia imaginar o que iria acontecer a seguir. Todas as pessoas, pasmas, gritaram OOHHH! Que ecoou pela abobadilhada daquele auditório. Uma terceira corda do violino de Paganini se quebra. O maestro pára. A orquestra pára. A respiração do público pára.

Mas Paganini não pára.

Como se fosse um contorcionista musical, ele tira todos os sons da única corda que sobrara daquele violino destruído. Nenhuma nota foi esquecida. O maestro empolgado se anima. A orquestra se motiva. O público parte do silêncio para a euforia, da inércia para o delírio.

Paganini atinge a glória.

Seu nome corre através do tempo. Ele não é apenas um violinista genial. É o símbolo do profissional que continua diante do impossível.

Parábola: A janela limpa

terça-feira, julho 31st, 2007

Parábola: A janela limpa

Recém-casados, eles se mudaram para um bairro muito tranqüilo. Na primeira manhã que passavam na casa, enquanto tomavam café, a mulher olhou pela janela e viu que a vizinha pendurava lençóis no varal e comentou com o marido:

– Que lençóis sujos ela está pendurando no varal!

Está precisando de um sabão novo. Se eu tivesse intimidade, perguntaria se ela precisa de ajuda para lavar as roupas!

O marido observou calado. Alguns dias depois, novamente, durante o café da manhã, a vizinha pendurava lençóis no varal e a mulher comentou novamente com o marido:

– Nossa vizinha continua pendurando os lençóis sujos! Se eu tivesse intimidade perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar as roupas! E assim, a cada dois ou três dias, a mulher repetia seu discurso, enquanto a vizinha pendurava suas roupas no varal. Passado um tempo a mulher se surpreendeu ao ver os lençóis muito brancos sendo estendidos, e empolgada foi dizer ao marido:

– Veja, ela aprendeu a lavar as roupas, será que outra vizinha ensinou? O marido calmamente respondeu:

– Não, hoje eu levantei mais cedo e lavei os vidros da nossa janela!

E assim é. Tudo depende da janela, através da qual observamos os fatos.

Cada um vê o mundo de uma forma. Portanto, antes de criticar, verifique se você contribuiu em algo para resolver o problema.

Perceba seus próprios defeitos e limitações.

Olhe, antes de tudo, para sua própria casa, para dentro de você mesmo.

Lave sua vidraça. Abra sua janela!

Autor desconhecido

Parábola: O bambu chinês

quarta-feira, julho 4th, 2007

Parábola: O bambu chinês

Depois de plantada a semente deste incrível bambu, não se vê nada, absolutamente nada, por 4 anos, exceto o lento desabrochar de um diminuto broto, a partir do bulbo.

Durante 4 anos, todo o crescimento é subterrâneo, numa maciça e fibrosa estrutura de raiz, que se estende em todas direções dentro da terra.

Mas então, no quinto ano, o bambu chinês cresce, até atingir 24 metros. Covey escreveu: “Muitas coisas na vida (pessoal e profissional) são iguais ao bambu chinês.”

Você trabalha, investe tempo e esforço, faz tudo o que pode para nutrir seu crescimento, e, às vezes, não se vê nada por semanas, meses ou mesmo anos. Mas, se tiver paciência para continuar trabalhando e nutrindo, o “quinto ano” chegará e o crescimento e a mudança que foram processados vão deixá-lo espantado.

O bambu chinês mostra que não podemos desistir fácil das coisas… Em nossos trabalhos, especialmente projetos que envolvam mudanças de comportamento, cultura e sensibilidade para ações novas, devemos nos lembrar do bambu chinês para não desistirmos fácil frente às dificuldades que surgem e que são muitas…

Autor desconhecido

Parábola: Mude a estratégia

quarta-feira, julho 4th, 2007

Parábola: Mude a estratégia

A história é muito antiga, mas não menos curiosa. Algumas tribos africanas utilizam um engenhoso método para capturar macacos. Como os símios são muito espertos e vivem saltando nos galhos mais altos das árvores, os nativos desenvolveram o seguinte sistema:

Pegam uma cumbuca de boca estreita e colocam dentro dela uma banana. Em seguida, amarram-na ao tronco de uma árvore freqüentada por macacos, afastam-se e esperam. Após isso, um macaco curioso desce, olha dentro da cumbuca e vê a banana.

Enfia sua mão, apanha a fruta, mas como a boca do recipiente é muito estreita, ele não consegue retirar a banana. Surge um dilema: se largar a banana, sua mão sai e ele pode ir embora livremente, caso contrário, continua preso na armadilha. Depois de um tempo, os nativos voltam e, tranqüilamente, capturam os macacos que teimosamente se recusaram a largar as bananas. O final é meio trágico, pois os macacos são capturados para servirem de alimento.

Você deve estar achando inacreditável o grau de estupidez dos macacos, não é? Afinal, basta largar a banana e ficar livre do destino de ir para a panela.

Fácil demais… O detalhe deve estar na importância exagerada que o macaco atribui à banana. Ela já está ali, na sua mão… parece ser uma insanidade largá-la.

Essa história é engraçada, porque muitas vezes fazemos exatamente como os macacos. Você nunca conheceu alguém que está totalmente insatisfeito com o emprego, mas insiste em permanecer mesmo sabendo que pode estar cultivando um enfarto? Ou alguém que trabalha e não está satisfeito com o que faz, e ainda assim faz apenas pelo dinheiro? Ou casais com relacionamentos completamente deteriorados que permanecem sofrendo, sem amor e compreensão?

Ou pessoas infelizes por causa de decisões antigas que adiam um novo caminho que poderia trazer de volta a alegria de viver? A vida é preciosa demais para trocarmos por uma banana – que, apesar de estar na nossa mão, pode levar-nos direto à panela. Por isso pessoal:

É hora de mudar e pensar de uma maneira diferente. Se você não está obtendo o que você quer, mude a estratégia…

Autor desconhecido

Parábola: Consertei o mundo

terça-feira, maio 15th, 2007

Parábola: Consertei o mundo

Um cientista muito preocupado com os problemas do mundo passava dias em seu laboratório, tentando encontrar meios de melhorá-los. Certo dia, seu filho pequeno invadiu o laboratório decidido a ajudá-lo.

O cientista, nervoso pela interrupção, tentou fazer o filho brincar em outro lugar. Vendo que seria impossível removê-lo, procurou algo que pudesse distraí-lo. E deparou-se com o mapa do mundo.

Estava ali o que procurava. Recortou o mapa em vários pedaços e, junto com um rolo de fita adesiva entregou ao filho dizendo:

– Você gosta de quebra-cabeça? Então vou lhe dar o mundo para consertar. Aqui está ele todo quebrado. Veja se consegue consertá-lo bem direitinho! Mas faça tudo sozinho!

Pelos seus cálculos, a criança levaria dias para recompor o mapa. Passadas alguns minutos, ouviu o filho chamando-o calmamente. A princípio, o pai não deu crédito às palavras do filho. Seria impossível na idade dele conseguir recompor um mapa que jamais havia visto. Relutante, o cientista levantou os olhos de suas anotações, certo de que veria um trabalho digno de uma criança. Para sua surpresa, o mapa estava completo.

Todos os pedaços haviam sido colocados nos devidos lugares. Como seria possível? Como o menino havia sido capaz?

– Você não sabia como era o mundo, meu filho, como conseguiu?

– Pai, eu não sabia como era o mundo, mas quando você tirou o papel do jornal para recortar, eu vi que do outro lado havia a figura de um homem. Quando você me deu o mundo para consertar, eu tentei, mas não consegui. Foi aí que me lembrei do homem, virei os recortes e comecei a consertar o homem que eu sabia como era. Quando consegui consertar o homem, virei a folha e vi que havia consertado o mundo!!!

Autor desconhecido

Parábola: O Ladrão Que Virou Discípulo

quarta-feira, março 28th, 2007

Parábola: O Ladrão Que Virou Discípulo

Uma noite quando Shichiri Kojun estava recitando sutras um ladrão com uma espada entrou em seu zendo, exigindo seu dinheiro ou a sua vida. Shichiri disse-lhe:

- Não me perturbe. Você pode encontrar o dinheiro naquela gaveta.

E retomou sua recitação. Um pouco depois ele parou de novo e disse ao ladrão:

- Não pegue tudo. Eu preciso de alguma soma para pagar os impostos amanhã.

O intruso pegou a maior parte do dinheiro e principiou a sair.

- Agradeça à pessoa quando você recebe um presente – Shichiri acrescentou. O homem lhe agradeceu, meio confuso, e fugiu.

Poucos dias depois o indivíduo foi preso e confessou, entre outras coisas, a ofensa contra Shichiri. Quando Shichiri foi chamado como testemunha, disse:

- Este homem não é ladrão, ao menos tanto quanto me diz respeito. Eu lhe dei o dinheiro e ele inclusive me agradeceu por isso.

Após o homem ter cumprido sua pena, foi a Shichiri e tornou-se um de seus discípulos.

Parábola: O Quebrador de Pedras

terça-feira, março 27th, 2007

Parábola: O Quebrador de Pedras

Era uma vez um simples quebrador de pedras que estava insatisfeito consigo mesmo e com sua posição na vida. Um dia ele passou em frente a uma rica casa de um comerciante.

Através do portal aberto, ele viu muitos objetos valiosos e luxuosos e importantes figuras que freqüentavam a mansão.

“- Quão poderoso é este mercador!” pensou o quebrador de pedras. Ele ficou muito invejoso disso e desejou poder ser como o comerciante.

Para sua grande surpresa ele repentinamente tornou-se o comerciante, usufruindo mais luxos e poder do que jamais imaginara, embora fosse invejado e detestado por todos aqueles menos poderosos e ricos do que ele.

Um dia um alto oficial do governo passou à sua frente na rua, carregado em uma liteira de seda, acompanhado por submissos atendentes e escoltado por soldados, que batiam gongos para afastar a plebe. Todos, não importa quão ricos, tinham que se curvar à sua passagem.
“- Quão poderoso é este oficial!” ele pensou. “- Gostaria de poder ser um alto oficial!”

Então ele tornou-se o alto oficial, carregado em sua liteira de seda para qualquer lugar que fosse, temido e odiado pelas pessoas à sua volta. Era um dia de verão quente, e o oficial sentiu-se muito desconfortável na suada liteira de seda. Ele olhou para o Sol. Este fulgia orgulhoso no céu, indiferente pela sua reles presença abaixo.
“- Quão poderoso é o Sol!” ele pensou. “- Gostaria de ser o Sol!”

Então ele tornou-se o Sol. Brilhando ferozmente, lançando seus raios para a terra sobre tudo e todos, crestando os campos, amaldiçoado pelos fazendeiros e trabalhadores. Mas um dia uma gigantesca nuvem negra ficou entre ele e a terra, e seu calor não mais pôde alcançar o chão e tudo sobre ele.
“- Quão poderosa é a nuvem de tempestade!” ele pensou. “- Gostaria de ser uma nuvem!”

Então ele tornou-se a nuvem, inundando com chuva campos e vilas, causando temor a todos. Mas repentinamente ele percebeu que estava sendo empurrado para longe com uma força descomunal, e soube que era o vento que fazia isso.
“- Quão poderoso é o Vento!” ele pensou. “- Gostaria de ser o vento!”

Então ele tornou-se o vento de furacão, soprando as telhas dos telhados das casas, desenraizando árvores, temido e odiado por todas as criaturas na terra. Mas em determinado momento ele encontrou algo que não foi capaz de mover nem um milímetro, não importando o quanto ele soprasse em sua volta, lançando-lhe rajadas de ar. Ele viu que o objeto era uma grande e alta rocha.
“- Quão poderosa é a rocha!” ele pensou. “- Gostaria de ser uma rocha!”

Então ele tornou-se a rocha. Mais poderoso do que qualquer outra coisa na terra, eterno, inamovível.

Mas enquanto estava lá, orgulhoso pela sua força, ouviu o som de um martelo batendo em um cinzel sobre uma dura superfície, e sentiu a si mesmo sendo despedaçado. “- O que poderia ser mais poderoso do que uma rocha?” pensou, surpreso.

Olhou para baixo de si e viu a figura de um quebrador de pedras…