Archive for outubro, 2008

A Cor das Faixas

quarta-feira, outubro 29th, 2008

Faixa Branca
A Faixa Branca (Shiro Obi) – Sem graduação (Mu Kyu):
Essa é a cor do desprendimento.
O branco reflete todas as cores. A própria cor dessa faixa indica que o seu portador ainda possui a ingenuidade e deve procurar manter a mente limpa. Entretanto, ele tem em potencial, todas as cores das demais faixas posteriores e assim como o fogo está na pedra, cabe a ele, fazê-lo brotar através da fricção do treino árduo.
A busca nesse grau é pela purificação e transformação, diante do infinito conhecimento que tem diante de si. Essa faixa nos diz que o iniciante deve buscar a humildade e a imaginação criativa, através da limpeza e da claridade dos pensamentos. É a cor síntese do arco-íris e a mais associada ao sagrado, pois simboliza paz, pureza, perfeição e especialmente o absoluto.
Ela nos diz que devemos buscar a pureza, sinceridade e a verdade. Repelindo os pensamentos negativos, procurando elevá-los, para que encontremos o equilíbrio interior, segurança e desenvolvamos o instinto e a memória.
O branco simboliza uma espécie de coringa, para todos os propósitos, é o substituto para qualquer cor, assim como uma tela em branco esperando para ser pintada.

Faixa Amarela
A Faixa Amarela (Kiiro Obi) – 6º Kyu (Rokku Kyu):
Assim como um sol que desponta todos os dias, ela significa que é um iniciante ou um recém-nascido no Karatê, que com o tempo irá crescendo e fortalecendo-se, até chegar a maturidade que corresponde a faixa preta.
Assim como o sol nascente o conhecimento começa a aflorar para o iniciante. Agora ele pode vislumbrar um pouco da iluminação da descoberta e da realidade do que é o Karatê. Entretanto, assim como o amarelo é uma cor primária, isto é, não pode ser formado pela mistura de outras cores, ele também deve manter-se puro dentro da escola de Karatê que escolheu ainda evitando misturar outras coisas aos conhecimentos que está recebendo para não se confundir dentro da senda do verdadeiro Karatê.
Assim como essa cor, essa graduação lhe traz a alegria, a vida, o calor, a força, a glória, o poder mental e representa o descobrimento. Ela lhe desperta novas esperanças no caminho, dando-lhe vivacidade, alegria, desprendimento e leveza. Agora ele deve procurar desinibir-se para desenvolver seu brilho, mas também diminuir a ansiedade e as preocupações, construindo sua confiança, energia e inteligência na solução dos problemas que surgirão.
A cor dessa graduação mostra que o praticante deve reter conhecimentos e desenvolver a luz da sabedoria e da criatividade, e assim como o sol, ela deve trazer a luz para as situações difíceis.
O Amarelo simboliza: criatividade, as idéias, o conhecimento, alegria, juventude e nobreza. Apesar do amarelo estar relacionado ao elemento terra, também é uma cor Yang e representa o descobrimento e a abertura para o conhecimento do Karatê.

Faixa Vermelha
A Faixa Vermelha (Aka Obi) – 5º Kyu (Go Kyu):
A cor vermelha sugere motivação, atividade e vontade. Ela atrai vida nova e pontos de partida inéditos.
Essa é a cor do fogo, da paixão, do entusiasmo e dos impulsos. É a cor mais quente, ativa e estimulante. Ainda é uma cor primária que não pode ser formada pela mistura de outras cores, mostrando assim, que o praticante ainda deverá manter-se puro e fiel ao estilo de Karatê que elegeu.
Essa faixa, pela sua vibração, dá mais energia física, mostrando que agora, mais do que nunca é necessária força de vontade para não desistir da conquista dos seus ideais. Persistência, força física, estímulo e poder são seus traços típicos.
Embora o vermelho represente agressividade, perigo, fogo, sangue, paixão, destruição, raiva, guerra, combate e conquista, também simboliza aquilo que deve ser contido pelo seu portador. Esta cor faz com que você se sinta mais vigoroso, expansivo e pronto para avançar adiante em algum sentido evidente. Ela tende a atrair o olhar das pessoas e chamar a atenção. Se você usar vermelho, isso pode indicar que tem ardor e paixão, ferocidade e força. As pessoas que gostam de ação e drama apreciam essa cor. É uma cor de uma energia muito forte e o praticante deve ter o cuidado e a persistência para não se deixar ser vencido por ela e desistir do caminho. Sendo a cor do sangue, o vermelho também está relacionado à vida e à força de uma energia vital máxima. Esta é uma cor Yang.

Faixa Laranja
A Faixa Laranja (Daidaiiro obi) – 4º Kyu (Yon Kyu):
Esta cor é a mistura do vermelho com o amarelo, representado que o conhecimento dos graus anteriores deve estar contido nesta graduação e trazendo as qualidades dessas duas cores. Nos diz que devemos procurar o sucesso no treino diário, agilidade, adaptabilidade, estimulação, atração e plenitude.
Essa cor também simboliza aquilo que o praticante deve buscar: o encorajamento, estimulação, robustez, atração, gentileza, cordialidade e tolerância.
Esta é a cor da comunicação, do calor afetivo, do equilíbrio, da segurança e da confiança. Quem chega nessa faixa deve acreditar que agora tudo é possível, pois essa cor estimula o otimismo, generosidade, entusiasmo e o encorajamento.
A cor laranja mostra ao praticante que ele deve fortalecer as energias e a sua vontade de vencer. A cor laranja está situada entre o elemento fogo e o elemento terra, portanto, carrega um pouco das características dos dois elementos. Também é uma cor Yang.

Faixa Verde
A Faixa Verde (Midori Obi) – 3º Kyu (Sankyu):
O verde é uma cor que representa Esperança e a Fé. É a cor mais harmoniosa e calmante de todas. Ela simboliza harmonia e equilíbrio.
Essa cor, que nos chega depois das cores quentes iniciais, nos dá a impressão de que chegamos a um oásis, depois de atravessar um árduo deserto, mas devemos saber que ainda há mais deserto a vencer.
Ela também representa as energias da natureza, esperança, perseverança, segurança e satisfação, fertilidade. O portador deve procurar desenvolver a sua sensibilidade para se comunicar com a natureza interna e externa a si mesmo.
Significa também a harmonia em que devemos estar com ela, junto com o ar, a água e o fogo, elementos da vida que proporcionam bem-estar ao ser humano.
Essa cor simboliza uma vida nova, a energia, a fertilidade, o crescimento e a saúde. Por outro lado, quando em mau aspecto, mostra um orgulho excessivo, superioridade e arrogância.
O verde é ligado ao elemento madeira e a primavera.
Representa o crescimento, desenvolvimento, natureza e saúde. Também significa a etapa da juventude, estando relacionado a este estado emocional, mostrando assim, que os conhecimentos ainda não se encontram bem claros ou maduros para os praticantes. Ainda lhes falta amadurecer mais e delineá-los melhor.

Faixa Roxa
A Faixa Roxa ou Violeta (Murasaki Obi) – 2º Kyu (Nikyu):
O roxo é uma mistura das cores azul e vermelho. Essa é a cor usada pelos sacerdotes católicos para refletir santidade e humildade.
Ela gera sentimentos como respeito próprio, dignidade e auto-estima.
Esta é uma cor metafísica. É também a cor da alquimia, das transformações e da magia. Ela é vista como a cor da energia cósmica e da inspiração espiritual.
A cor violeta é excelente para purificação e cura dos níveis físico, emocional e mental.
Simboliza: dignidade, devoção, piedade, sinceridade, espiritualidade, purificação e transformação. Quando em mau aspecto determina manias e fanatismo.
Representa o mistério, expressa a sensação de individualidade, influenciando emoções e humores, mas também simboliza a dignidade, a inspiração e justiça. Gera tensão, poder, tristeza, piedade, sentimentalidade.
Tendo isso tudo em mente, a cor desta graduação nos indica que devemos encontrar novos caminhos e elevar nossa intuição espiritual.

Faixa Marrom
A Faixa Marrom (Chairo Obi)– 1º Kyu (Ichi Kyu):
É a cor da solidificação. Representa a constância, a disciplina, a uniformidade adquirida e a observação das regras mantidas até aqui. Representa a conexão do praticante com o patrono do estilo que lhe foi passado, representado por seus mestres.
Para criar essa cor, você precisa misturar o vermelho com o preto e, portanto, ela tem alguns dos seus atributos. Também representa a autocrítica e a dependência dos mestres para chegar até aqui. Significa que se está completando o processo de amadurecimento, tanto nos conhecimentos técnicos quanto no aspecto mental.
Essa faixa, pela sua cor, emana a impressão de algo maciço e denso, compacto.
Sugere segurança e isolamento. Representa também uma poluição que deve sempre ser limpa, através da prática fiel aos princípios do Budô.
Uma pessoa que gosta de vestir-se com marrom por certo é extremamente dedicada e comprometida com o seu trabalho, sua família e seus amigos.
A cor marrom gera organização e constância, especialmente nas responsabilidades do cotidiano. As pessoas que gostam de usar essa cor são capazes de ir “à raiz das coisas” e lidar com questões complicadas de forma simples e direta. São pessoas “sensatas”.

Faixa Preta
A Faixa Preta (Kuro Obi) – 1º Dan (Sho Dan):
É a junção de todas as cores. Enfim o corpo e a mente chegaram ao final de uma jornada e ao início de outra mais elevada. A faixa na cor preta, representa humildade, autocontrole, maturidade, serenidade, disciplina, responsabilidade, dignidade e conhecimento. É a cor do poder, induz a sensação de elegância e sobriedade. Onde o que está fora não entra e o que está dentro não sai.
Observa-se que na maioria das sociedades ocidentais, o preto quase sempre é a cor da morte, do luto e da penitência, mostrando assim o estado mental de quem atingiu essa graduação.
Em geral, essa cor é usada por pessoas que rejeitam as regras convencionais ou são regidos por outras normas sociais, como é o caso dos padres ou dos guerreiros que seguem o Budô.
Essa cor também nos dá uma noção de tradição e responsabilidade. É a ausência de vibração da “não cor” que dá a sensação de proteção ou afastamento.
Por outro lado, absorve, transmuta e devolve as energias negativas, transformadas em positivas.
A meditação nessa cor permite a introspecção, favorece a auto-análise e permite um aprofundamento do indivíduo no seu processo existencial.
Remove obstáculos, vícios e emoções não desejadas. O excesso traz melancolia, depressão, tristeza, confusão, perdas e medo. A cor preta relaciona-se ao elemento água que adapta-se a todas as formas e contorna todos os obstáculos. É o símbolo do máximo Yin.

Fonte: http://karatesantamariense.blogspot.com/2008/01/o-significado-da-cor-das-faixas.html

Dúvidas no caminho…

sábado, outubro 25th, 2008

Com o silêncio da noite
Me deixei levar
Provavelmente despertei
Em horário aproximado
ao do Sensei Edimar

Meditei e levantei
Colocando-me em pé
Para afastar o sono de vez
Faço de minha companhia
Uma xícara de café

Abri o browser para navegar
a página é o login do Orkut
Após o login acessei essa comunidade
Ciente de que a distância
Não separa amigos de verdade

Em breve também estarei em aula
Tendo o prazer de reunir-me com outros karatecas
Um encontro no Dojo é sempre uma prece
Cada um em busca da própria superação
Sem perceber que o dia amanhece

Às vezes surge uma dúvida no caminho
Talvez seja natural para quem está a buscar…
Hoje mais uma dúvida tenho eu
É com prazer que vou compartilhar

Se o caminho é infinito
Se cada dia podemos e devemos nos esforçar
Se tivermos sorte
Certamente hoje seremos melhores que ontem
E amanhã seremos melhores que hoje

Se a evolução é constante
Por que exigem-me exames?
Para que obter segundo, terceiro grau?
Quem venera isso por favor não me entenda mal

Deixo essa questão no ar
Pois essa é a dúvida que atualmente está no meu caminho
O amigo que quiser ajudar-me na questão
Não se reprima, exponha o coração

Não precisa tentar responder com rimas
Não é preciso prosa ou poesia
Pois quando a mensagem vem do coração
Ela tem a sinceridade em si mesma
E como aquela propaganda de cartões de crédito já disse
Isso não tem preço…

Carlos Camacho

Transformação

quinta-feira, outubro 23rd, 2008

Não deveríamos manter os vícios confinados dentro de nós como prisioneiros.

Prisioneiros estão sempre planejando escapar.

Se transformarmos os vícios em nossos amigos, eles podem nos ajudar.

Por exemplo, a energia necessária para a teimosia é quase igual a da determinação, só que a primeira é negativa e a segunda é positiva.

A alma aprende a transferir tal energia.

Raiva torna-se tolerância.

Ganância vira contentamento.

Arrogância muda para auto-respeito.

Ken O’Donnell.

Os 12 pratos

sexta-feira, outubro 17th, 2008

Um príncipe chinês orgulhava-se de sua coleção de porcelanas, de rara e antiga procedência, constituída por doze pratos de grande beleza artística.

Certo dia, o seu zelador, em momento infeliz, deixou que se quebrasse uma das peças. Tomando conhecimento do desastre e possuído pela fúria, o príncipe ordenou a morte do dedicado servo, vítima de um golpe do destino.

A notícia tomou conta do império. Às vésperas da execução, apresentou-se um sábio bastante idoso, que se comprometeu a devolver a ordem à coleção se o servo fosse perdoado.

Emocionado, o príncipe reuniu sua corte e aceitou a proposta. O venerado ancião solicitou que os pratos restantes fossem colocados em uma mesa, sobre uma toalha de linho, e que os pedaços da porcelana quebrada fossem espalhados em volta do móvel.

Atendido na sua solicitação, o sábio aproximou-se da mesa e, em um gesto inesperado, puxou a toalha com as porcelanas preciosas, atirando-as bruscamente sobre o piso de mármore e arrebentando-as todas.

Ante o turpor que tomou conta do soberano e de sua corte, muito sereno, o ancião disse:

– Aí estão, senhor, todas iguais conforme prometi. Agora pode mandar matar-me. Desde que essas porcelanas valem mais do que a vida das pessoas, e, considerando que sou idoso e já vivi além do que deveria, sacrifico-me em benefício dos que irão morrer no futuro, quando cada uma dessas peças for quebrada. Assim, com a minha existência, pretendo salvar doze vidas, já que elas, diante desses objetos, nada valem.

Passado o choque, o príncipe, comovido, libertou o velho e o servo, compreendendo que nada havia mais precioso do que a vida em si mesma.

Ema, ema, ema…

quinta-feira, outubro 16th, 2008

Ema, ema, ema… Cada um com o seu problema…

Um sábio possuía três filhos jovens e inteligentes. Certa manhã, o pai encontrou-se discutindo calorosamente sobre qual seria o obstáculo mais difícil de vencer no grande caminho da vida.

No auge da alteração, prevendo conseqüências desagradáveis, o benevolente homem chamou-os e confiou-lhes uma curiosa tarefa.

Iriam os três ao palácio do príncipe governante, conduzindo algumas dádivas que muito os honrariam. O primeiro filho seria o portador de um rico vaso de argila preciosa. O segundo levaria uma corça rara. O terceiro transportaria um primoroso bolo preparado pela família.

Os três aceitaram a missão e, com entusiasmo, prometeram fazer um bom serviço nessa breve viagem. Já no meio do caminho, no entanto, começaram a discutir.

O que carregava o vaso não concordava com a maneira com que o responsável pelo animal advertia o que levava o bolo dos perigos de ele tropeçar e perder o manjar; o filho que transportava o bolo aconselhava o irmão que carregava o vaso valioso a cuidar para que a peça não caísse.

O pequeno séquito seguia estrada afora com dificuldade, pois cada viajante permanecia muito atento às obrigações que diziam respeito aos outros, interferindo no encargo alheio sempre com observações acaloradas e incessantes.

Em dado instante, o irmão que conduzia o animalzinho se esqueceu da própria tarefa, a fim de ajeitar a peça de argila nos braços do companheiro. Premiado pela inquietação de ambos, o vaso, de súbito, escorregou e espatifou-se no cascalho poeirento. Com o choque, o distraído orientador da corça perdeu o controle do animal, que fugiu espantado, abrigando-se numa floresta próxima. O carregador do bolo avançou para sustar a fuga, internando-se no mato, enquanto o conteúdo da bandeja prateada se perdia totalmente no chão.

Desapontados, irritados, os três rapazes tornaram à presença paterna, cada qual apresentando sua derrota e suas queixas.

O pai sorriu e explicou-lhes: “Aproveitem os ensinamentos da estrada. Se cada um de vocês estivesse na própria tarefa, não teria colhido as sombras do fracasso. O mais intrincado problema do mundo, meus filhos, é ter a habilidade de cuidar dos próprios negócios sem intrometer-se nas atividades alheias. Enquanto nos preocuparmos com as responsabilidades que competem aos outros, as nossas viverão esquecidas.

O poder de uma boa ação

quarta-feira, outubro 15th, 2008

Um homem foi contratado para ir à praia e pintar um barco. Trouxe consigo tinta, pincéis e começou a pintar a embarcação de vermelho, exatamente como lhe haviam pedido.

Enquanto trabalhava, percebeu que a tinta estava passando pelo fundo do barco. Havia um vazamento naquele local. Mesmo não sendo a função dele, decidiu consertá-lo. Quando terminou a pintura, recebeu seu dinheiro e se foi. No dia seguinte, o proprietário do barco procurou o pintor e presenteou-o com um belo cheque.

– O senhor já me pagou pela pintura – disse o homem.

– Mas esse dinheiro não é por isso. É por ter consertado o vazamento do barco.

– Foi um serviço tão pequeno que não quis cobrar. Certamente, não está me pagando uma quantia tão alta por algo tão insignificante.

– Meu caro amigo, você não compreendeu. Quando lhe pedi que pintasse o barco, esqueci de mencionar o vazamento. Quando a tinta do barco secou, meus filhos o pegaram e saíram para uma pescaria. Eu não estava em casa naquele momento. Quando voltei e notei que haviam saído com o barco, fiquei desesperado, pois lembrei do furo. Imagine meu alívio e alegria quando os vi retornando sãos e salvos. Então, examinei o barco e constatei que você o havia consertado! Percebe agora o que fez? Salvou a vida dos meus filhos! Não tenho dinheiro suficiente para pagar-lhe pela sua “pequena” boa ação…

Reunião da Associação Shotokaikan

domingo, outubro 5th, 2008

Como estive ausente na reunião de 14 de setembro pois já havia me comprometido previamente com outro evento, nesta manhã chuvosa de domingo fui até o Dojo para a reunião que tinha como pauta principal a definição da data do exame de graduação de 2008.

Em conversa com o Shihan Ramon foi definida a data e hora: 14 de dezembro às 14hs.

A idéia é unificarmos as classes para que todos realizem exame de graduação juntos. Os alunos do Shihan, os alunos do Sensei Marcelo e meus alunos farão exame juntos. E após o exame faremos a nossa confraternização de final de ano.

Após a reunião fomos embora caminhando juntos de uma boa conversa sobre Karate-Do.

Falávamos sobre a relação existente entre Jutsu e Do. Em nenhum momento esses termos foram usados, mas esse era o foco da discussão.

Uma questão que me incomodava teve a oportunidade de ser colocada em pauta. Eis que perguntei ao Shihan:

“- Os mestres não afirmam que depois que realizamos o mesmo movimento 1000, 2000 ou mais vezes os músculos envolvidos nessa movimentação adquirem memória?”

- Sim. É verdade.

“- Então se treinarmos incansavelmente braços e pernas controlando a força para que seja possível aplicar a técnica em competições, nossos músculos não irão adquirir a memória de sempre controlar a força no momento do impacto?”

- É aí que se pode ver um artista marcial em ação. Vencer um adversário sem ferí-lo… O controle usado no shiai kumite é a demonstração de que um artista poderia ter causado graves danos ao seu adversário se fosse necessário.“. Nesse momento o Shihan falou sobre a história do chinês Huo Yuanjia, lembrando sua luta contra o japonês chamado Akutagawa. Segundo o Shihan, o lutador demonstrou Budo parando um golpe antes de atingir seu adversário. O golpe provavelmente terminaria o combate (…). Muitas pessoas não viram o que aconteceu. Muitas pessoas viram mas não entenderam.. E é para ser assim mesmo… O budoka não age para que os outros vejam, ele age para si próprio.

Ah! Quando eu assisti esse filme em outubro do ano passado acabei deixando a dica aqui.

Bem… As conversas com o Shihan são sempre extremamente enriquecedoras. Não sei se elas sanam as questões que tenho ou se desencadeiam uma série de outras questões (…). :P

Já aprendi que toda essa parte teórica/filosófica da arte é importante, mas não tem sentido se não mantermos a assiduidade no treinamento não é mesmo?! Então eu vou parar de filosofar e vou é treinar! :)

É interessante como aprendemos muito através do treinamento ao longo dos anos. Um dia um amigo (Sensei João Batista) fez uma analogia da evolução do nosso aprendizado no Karate com o passar do tempo versus as cores das faixas. Ele falava sobre a folha de uma árvore que em uma determinada estação do ano se solta e cai no chão. Essa folha está verde mas com o tempo vai escurecendo… Fica marrom e por fim volta a terra tornando-se adubo, fazendo com que o ciclo da vida recomece.

Mas por que eu me lembrei dessa história agora? Não disse que iria parar de filosofar? Heheh..

Agora chega. Estou indo treinar! :)

Abraços.

Bate-Papo disponível!

quinta-feira, outubro 2nd, 2008

Quer usar o nosso bate-papo para fazer amigos e conversar sobre Karate-do?

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Abraços,

Carlos Camacho.