Lembranças: Meus alunos.
Meus alunos são na totalidade crianças então meu treinamento por enquanto não é muito rígido.
Preciso explorar um lado lúdico para que eles continuem interessados pela arte.
Por outro lado, nunca vendi uma faixa. Cada aluno que se graduou sob minha instrução foi por merecimento.
Nesse final do ano realizamos Exame de Faixa lá no Dojo. Eu tenho 10 alunos mas destes somente 4 realizaram o Exame. Somente os que tinham boas chances de aprovação foram submetidos ao Exame. Felizmente os 4 foram aprovados.
Não me considero um instrutor extremamente rígido. O fato é que a mesma sinceridade que eu tenho de meu Sensei, eu tenho com eles. Só o treinamento sério e constante trará bons frutos.
Se um aluno está indo mal, indico onde é preciso melhorar e converso com ele para ver se as idéias batem. Por outro lado, quando um aluno está indo bem, faço elogios reforçando que sempre podemos melhorar.
É claro que às vezes surge um aluno que se destaca, e aí fico me policiando para não ficar elogiando muito esse aluno pois isso causaria resultados negativos na turma.
No começo era uma turma de iniciantes. Nesse momento usei um pouco de behaviorismo (Skinner) do tipo: O melhor aluno, o mais assíduo, o que aprender o primeiro Kata direitinho, o que tiver mais disciplina… depois de X meses será presenteado com um Kimono Meikyo novinho, etc, etc…
Hoje felizmente isso já não é necessário. Já existe um grupo de amigos que está curtindo verdadeiramente praticar o Karate-Do e isso – como já disseram numa propaganda de cartões de crédito – não tem preço!
Oss!
Carlos Camacho.