Archive for dezembro, 2007

Feliz Natal e Feliz 2008!

terça-feira, dezembro 25th, 2007

Feliz Natal e um Próspero Ano Novo!

Desejo à todos um Feliz Natal e um Ano Novo repleto de saúde, paz e realizações.

Carlos Camacho.

Balanço

domingo, dezembro 23rd, 2007

Geralmente nessa época as pessoas pensam como foi a ano. Relembram os aspectos positivos e negativos e fazem planos para o ano novo. Bem, aqui vou eu…

Como eu fui em 2007?

Foi um ano de muita reflexão e muito trabalho.
De algumas reflexões tirei conclusões e obtive conhecimentos que sem dúvida mudaram minha vida para sempre. Nossa! Como eu consegui escrever uma frase tão bonita sem que ela signifique absolutamente nada pra você? Eheheh! :) Ok, vou dar um exemplo:
Um amigo próximo teve um grave problema de saúde e quase faleceu. Apesar do susto, ele precisará fazer uso de medicamentos pelo resto da vida. Isso implica que ele não poderá ingerir bebidas alcoólicas nas confraternizações em que estivermos juntos, em hipótese alguma. No começo eu não bebia socialmente quando estava perto dele para que ele se sentisse à vontade.
Isso me fez pensar: olhando para o copo de chopp sobre a mesa ao lado pensava… se ele tomar somente 1 copo de chopp ele empacota, isso mesmo, morre!
Se 1 copo de bebida alcoólica pode matá-lo, certamente esse mesmo copo não fará bem algum ao meu organismo.
Concluindo, também parei de apreciar bebidas alcoólicas. Não quer dizer que fico de fora das festas!
Isso já não me faz falta, e mantenho os amigos de antes. Ok, eles diminuíram um pouco…
Outra vez meus alunos tiveram parte nisso tudo. Minha decisão de substituir a “breja” por sucos, refrigerantes ou água também foi devido ao fato de ter virado um exemplo para eles.
Em muitas aulas nós falamos sobre a filosofia do Karate como “formação do caráter”, “ser fiel para com o verdadeiro caminho da razão”, buscar a excelência do corpo e do espírito através da prática do Karate, etc. Acredito que não estaria sendo sincero com eles e nem comigo se depois desse bonito discurso, saísse do Dojo e sentasse na primeira mesa de bar para me embriagar (…).
Não quero criticar quem aprecia aquela cervejinha gelada com os amigos, já fiz isso muitas vezes.
Só desejo salientar que essa minha atitude fazia-me refletir que estava fazendo algo errado, que estava prejudicando minha saúde. Se no caminho do Karate buscamos ser fiéis ao verdadeiro caminho da razão, preciso buscar ter uma atitude que julgue ser o correto, sempre. Buscar essa meta muitas vezes causa a mudança de comportamento. Foi por isso que mudei meu comportamento com relação às bebidas alcoólicas. Simples assim.
Por outro lado, se você toma aquela cervejinha de vez em quando e acha que não há problema algum nisso, você também está certo! Acho que o importante é ter a consciência tranquila em tudo o que fizermos, sabendo que nossa atitude não está prejudicando ninguém.

Como foi meu Karate em 2007?

Às vezes penso que não rendi tudo o que tinha para render neste ano. Me dediquei muito aos meus alunos e a grande maioria de meus treinos foi em cima da série Heian. Não me arrependo de nenhum momento, pelo contrário, apesar de não treinar 2 kata avançados como havia combinado com meu Sensei (Kanku Dai e Gojushiho Dai), percebo que houve um bom desenvolvimento ao insistir no treinamento dos Heians. Minha preocupação em transmitir técnicas corretas aos meus alunos está fazendo com que meu Karate amadureça. Pra ser sincero acho que hoje estou na minha melhor forma com relação a série Heian, e devo isso aos meus alunos e é claro, ao meu Sensei.

O que espero para 2008?

Para 2008 desejo continuar praticando de forma assídua, desejo muita saúde e determinação para que cada karateca alcance todos os seus objetivos.

Oss!

Carlos Camacho.

Estilo Martinho da Vila

domingo, dezembro 16th, 2007

Quando cursava a universidade – verão de 1998 -, certa vez estava refletindo sobre a praticidade da quantidade de informação que estava absorvendo e questionei um mestre:
“- Professor, um dia nós usaremos mesmo todo esse conhecimento na nossa vida profissional?”
O mestre então respondeu:
“Às vezes 5 anos, algumas vezes 10 anos depois de formado você tomará alguma atitude e se lembrará: ‘Nossa! Eu vi isso na universidade!’ Certamente tudo o que você aprende aqui cedo ou tarde lhe será útil”.
Confesso que naquela época não botei muita fé nas palavras do mestre. Depois de 10 anos de formado até parece que eu me lembrarei de alguma coisa que estou aprendendo hoje – pensei.

O fato é que semana passada aconteceu algo que me fez lembrar desse professor.

Há 2 anos estávamos Sensei Ramon e eu treinando Jyu Kumite no Dojo. Sensei estava me explicando como deve ser a correta atitude durante a luta…

Repentinamente ele gritou: “- Ataque pra valer!”

Nesse momento avancei com toda minha força para desferir um gyaku suki. Antes que meu pé tocasse o chão Sensei aplicou um ashi barai e gyaku suzi, acertando-me e anulando minha investida.

Sensei esperou que eu recuperasse o fôlego e então disse: “- Quando estiver em combate, não pense em vencer!”

“- Oss!” respondi bem alto. A luta foi reiniciada e ele disse: “- Prepare-se, agora vou atacar..”

Sensei Ramon entrou com Gyaku e Kisame Zuki. Ambos atingiram altura tiudan e não tive chance de defesa… Sensei então ponderou: “- Quando estiver em combate, não pense em ser vencido!”

Durante esse tempo todo aquele dia não saiu da minha mente. Como eu poderia deixar de pensar em vencer, e ao mesmo tempo não pensar na derrota?

Mas há poucos dias me ocorreu algo: acho que comecei a entender o que Sensei estava me ensinando.

Numa luta devo me manter com total atenção. Devo estar alerta para tudo.

Não é possível estar em estado de alerta se minha mente estiver pensando seja em ser campeão ou em ser vencido. Não devem haver preocupações enquanto estou lutando. Acredito que foi isso que Sensei me ensinou e eu demorei todo esse tempo para compreender.

Agora entendo quando ele diz: “- Quando eu luto, não penso em ganhar ou perder”.

Não sei se fico envergonhado por ter demorado tanto tempo para assimilar o que Sensei Ramon me ensinou ou se fico feliz por finalmente ter conseguido compreender a visão dele.

Bem, vou ficar feliz e acreditar que cada um tem seu ritmo de aprendizagem. E o meu é estilo Martinho da Vila. É devagar, é devagar, é devagar, é devagar, devagarinho… :)

Oss!

Carlos Camacho.

Reflexões de Natal

sábado, dezembro 15th, 2007

Meditação

Olá amigos(as),

Neste post explanarei um pouco sobre algo que tem preenchido meus pensamentos há algum tempo…

Tenho me perguntado se o Karatê que vemos hoje em alguns Dojos, Academias e mídia é o Karate com o espírito de paz ensinado por Mestre Funakoshi. A resposta sincera que me vem a mente é: “-Não, não é”.

Muitas vezes ouvi colegas se queixando sobre o espírito de agressão com o qual eram atacados por seus adversários nas competições, muitas vezes até desrespeitando as regras estabelecidas pela competição (…).

Hoje muitos Karatecas (e professores) praticam visando exclusivamente a obtenção de boas técnicas para viabilizar o êxito em competições, aumentarem currículos, conseguirem patrocínio, fama, dinheiro, sucesso. Para obter tudo isso, não são raras as ocasiões em que um espírito desleal toma sua consciência enquanto estão na competição e seu adversário está pontos na sua frente, afinal o tempo está correndo e perder não está nos planos.

Será que quando Mestre Funakoshi criou o lema do Karate-Do, dentre os quais destaco “Conter o Espírito de Agressão”, ele imaginara que isso seria compatível com o espírito desse tipo de competidor em busca do ouro? Quem sou eu para dar essa resposta, é só uma das indagações que me faço às vezes…

Será que valores como o egoísmo, prepotência e vaidade tem origem no Karate ensinado pelo mestre ou são valores ocidentais (ou não) incorporados à prática indevidamente através dos tempos?

Já fui muito competitivo. Após algumas lições* hoje não sou mais.
*( http://blog.karate-do.com.br/2007/11/16/recordacoes/ )

Isso não é uma crítica para com todos que praticam o Karate Esportivo. Tenho consciência de que existem karatecas e professores sérios e que conseguem ensinar a lealdade, a disciplina e o respeito para seus alunos mesmo em meio ao treinamento esportivo. Quanto cito os valores não relacionados à ética, não estou generalizando, estou apenas explanando sobre o que tenho presenciado nos últimos eventos em que participei seja como técnico, árbitro ou espectador.

Acredito que o Kumite, assim como o Kihon e o Kata são essenciais e estão relacionados entre si quando falamos em um aprendizado eficiente de Karate. Mas quando treinamos o Kumite para competição, treinamos o sun-dome, a parada do golpe centímetros antes do alvo.
O treino constante de parar o golpe molda nossa técnica, e igualmente molda nosso Kime.
Com o Kime “preso” nessa metodologia de treinamento, conseguiremos usá-lo em sua totalidade se necessário for? Bem, eis aqui mais um dos paradoxos encontrados nas artes marciais: treinamos para não lutar (…).

Hoje uma aluna me disse que ouviu de um adulto que o Karate é algo excessivamente violento, e violência é ruim. Disse à ela – Evelyn – o seguinte:
Quando gritamos com alguém, xingamos alguém ou ficamos com vontade de bater em alguém, isso é violência. O ser humano tem a violência em sua essência. Se alguém lhe faz algo que você considera uma grande ofensa, instintivamente você vai querer bater nessa pessoa, a não ser que você raciocine que não é o correto a ser feito e controle sua raiva.
No Karate nós aprendemos a nos conhecer, reconhecer quando surge a raiva e assim aprendemos a controlá-la.
No Karate não existe atitude ofensiva. Você já reparou que todos os Kata começam com uma defesa? Um karateca nunca dá o primeiro golpe, ele evita a briga a qualquer custo. Sempre!
O fato de aprendermos a controlar nossa raiva, nos torna uma pessoa pacífica. E a paz é oposta a violência, por isso descordo do que essa pessoa lhe disse.

Terminado o assunto, realizamos o Zazen (meditação) e terminamos a aula.

Oss!

Carlos Camacho.

Lembranças: Meus alunos

sexta-feira, dezembro 7th, 2007

Lembranças: Meus alunos.

Meus alunos são na totalidade crianças então meu treinamento por enquanto não é muito rígido.

Preciso explorar um lado lúdico para que eles continuem interessados pela arte.

Por outro lado, nunca vendi uma faixa. Cada aluno que se graduou sob minha instrução foi por merecimento.

Nesse final do ano realizamos Exame de Faixa lá no Dojo. Eu tenho 10 alunos mas destes somente 4 realizaram o Exame. Somente os que tinham boas chances de aprovação foram submetidos ao Exame. Felizmente os 4 foram aprovados. :)

Não me considero um instrutor extremamente rígido. O fato é que a mesma sinceridade que eu tenho de meu Sensei, eu tenho com eles. Só o treinamento sério e constante trará bons frutos.

Se um aluno está indo mal, indico onde é preciso melhorar e converso com ele para ver se as idéias batem. Por outro lado, quando um aluno está indo bem, faço elogios reforçando que sempre podemos melhorar.

É claro que às vezes surge um aluno que se destaca, e aí fico me policiando para não ficar elogiando muito esse aluno pois isso causaria resultados negativos na turma.

No começo era uma turma de iniciantes. Nesse momento usei um pouco de behaviorismo (Skinner) do tipo: O melhor aluno, o mais assíduo, o que aprender o primeiro Kata direitinho, o que tiver mais disciplina… depois de X meses será presenteado com um Kimono Meikyo novinho, etc, etc…

Hoje felizmente isso já não é necessário. Já existe um grupo de amigos que está curtindo verdadeiramente praticar o Karate-Do e isso – como já disseram numa propaganda de cartões de crédito – não tem preço!

Oss!

Carlos Camacho.

Lembranças: Sensei Ramon

sexta-feira, dezembro 7th, 2007

Lembranças: Sensei Ramon.

De 2002 a 2010 treinei sob supervisão do Sensei Ramon.

Sensei Ramon não se importa com quantidade de alunos, mas sim com qualidade de ensino.

Muito exigente, Sensei Ramon cobra esforço de seus alunos e sem que diga nada, seus alunos percebem que ele assim o faz porque quer o melhor pra gente. Ele deseja que sejamos bons karatecas, bons alunos, bons filhos, bons cidadãos. Por esse motivo conduz suas aulas com muita seriedade e amor pelo que faz.

Segunda-feira passada (03/12/2007) fui treinar e no Dojo só estavam 3 karatecas: Sensei Ramon, Juan e Nilo. Detalhe: Juan deve ter uns 7 anos e Nilo uns 5. Ambos são filhos do Sensei Ramon.

Ele não se importa se haverão muitos ou poucos alunos do Dojo, para ele os dias/horários de treino são sagrados. Muitas vezes percebi que ele estava com forte gripe, outras vezes com dor de cabeça e outras vezes algum problema pessoal exigia seu tempo mas raramente ele deixou de ir ministrar seu treinamento.

Já discuti (no bom sentido) com ele algumas vezes que faço questão em pagar a mensalidade, mas ele nunca aceitou pois me disse que eu mantenho o website karate-do.com.br onde há informações sobre o nosso Dojo, e isso exige muito mais dedicação do que o pagamento de mensalidades. Como ele é teimoso, parei de insistir nesse assunto. Ele é um homem de honra.

Tenho certeza que ele já perdeu boas oportunidades de emprego por causa disso. Ele é o tipo de pessoa que não realiza nenhuma ação que vá contra seus princípios. É o tipo de pessoa que a noite sempre pode encostar no travesseiro e dormir tranqüilo com sua consciência.

Ele me elogia de vez em quando, e quando o faz eu tenho dificuldades em conter a emoção pois ele faz isso com todo o seu coração. No último domingo (02/12/2007) ele me elogiou por um trabalho que venho realizando e pra variar fiquei com aquele nó na garganta.

Os elogios referentes ao meu caminho no Karate também não são raros. Quando realizo um Kata melhor do que costumava executá-lo, ele costuma dizer: “- Estamos no caminho certo! Agora é daí pra melhor hein?!”. Vindo do Sensei Ramon isso é um grande elogio para mim.

Ele me ensinou que sempre podemos melhorar.

“Treinando com afinco, hoje seremos melhores que ontem, e amanhã seremos melhores que hoje”.
Sensei Ramon.

Lembranças: Sensei Alexandre Coradini

sexta-feira, dezembro 7th, 2007

Lembranças: Sensei Alexandre Coradini

De 1993 a 2001 treinei com o Sensei Alexandre Coradini.

Seus métodos de ensino eram muito rígidos. O fortalecimento das pernas e braços era obtido por uma sistemática sequência de exercícios.

Lembro-me que certo dia, depois de um treino focado nos membros superiores, cheguei em casa e não conseguia segurar um copo cheio d´água para tomar… No dia seguinte ficava moído.

Lembro-me também que um dia depois de um treino de pernas a dor era tanta que eu voltava pra casa me escorando nas paredes das casas, a dor era grande. Ao ver uma pizzaria poucos metros dali um sorriso estampou-se em minha face. Me arrastei até a porta da pizzaria e perguntei: Vocês entregam a domicílio via motoboy, certo?

Sim, respondeu a moça do caixa.

Quero uma pizza mas estou um pouco longe de casa, poderia aproveitar uma carona com o motoboy?

Sim, não vejo problemas. Disse ela.

Demorou! Então me vê uma 1/2 calabreza e 1/2 mussarela no capricho! :P

Sensei Alexandre Coradini tinha orgulho em me inscrever nas competições. Ele costumava me elogiar quando me passava um novo movimento ou Kata e eu conseguia assimilar esse conhecimento. Assim que eu começava a aprender um Kata e assimilava a sequência dos movimentos, lembro-me dele dizendo: “- O diagrama do Kata você já sabe, agora só depende de você!”

Era uma época em que sentia estar amadurecendo tecnicamente. Apesar da minha memória não ser muito boa, noutro dia lembrei-me de uma experiência que passamos juntos e postei no blog.

Em 2001 Sensei Alexandre Coradini decidiu parar de ministrar aulas e desde então vou visitá-lo sempre que possível para colocarmos a conversa em dia.

Lembranças: Sensei Luis Macedo

sexta-feira, dezembro 7th, 2007

Lembranças: Sensei Luis Macedo.

De 1987 a 1993 treinei com o Sensei Luis Macedo.

Sensei Luis Macedo fundou a Associação Combate Ninja de Artes Marciais.

Não foi por indicação de nenhum amigo que o conheci, na verdade foi ao acaso que encontrei seu Dojo como mencionei nesse artigo -> Clique aqui.

Nunca vi tanto controle físico e mental como o de Sensei Luis Macedo. Quando minha mãe viu um Karate-Gi para ser lavado e soube que eu estava treinando Karate, ficou muito preocupada e foi até a academia assistir um treino.

Para espanto dela, naquele dia (como de costume) o Sensei lutou com todos os alunos, desde os iniciantes até os mais graduados. Minha mãe assistia minha luta com o coração na mão. Sensei Luis Macedo aplicava ashi barai e eu caia no chão, me levantava e ele sapecava uma sequência de mawashi geri no rosto. Cada mawashi geri estalava bem alto, quando eu começava a ficar esperto e defendia algum mawashi tomava ashi barai e ia pro chão de novo… Nessa hora minha mãe perplexa com a minha suposta surra adentrou o Dojo desesperada gritando “O que é isso? O Sr. está machucando meu filho!!”

Sim, isso ocorreu. Vocês podem imaginar o mico que passei né?!

O Sensei imediatamente interrompeu o Shiai e explicou que era só um treino de reflexo, e que ele não estava me fazendo nenhum mal. Minha mãe perguntou-me se estava tudo bem. Eu disse “-Claro mãe! Espere lá fora por favor, tudo bem?!”. Ela então saiu do Koto e aguardou lá fora…

Srs(as), o impressionante era que todos aqueles mawashi realmente não estavam me causando dor tamanho era o controle e preparo físico do Sensei Luis Macedo. Faziam um barulhão como o de “bater palmas” mas toda a potência do golpe era controlada.

Simplesmente incrível!

Sensei Luis nunca me disse que eu estava indo bem. Acho que o fato de não ficar tecendo elogios para ninguém deve ter sido influência do aprendizado que teve com seu mestre…

Quando ele achava que eu merecia uma nova graduação, ele simplesmente dizia que eu podia entregar-lhe o dinheiro para ele comprar a faixa e solicitar o Diploma junto a Federação. Após o pagamento, dias depois ele simplesmente entregava a faixa e o Diploma. Havia uma certa formalidade mas nada de data de exame agendada, parentes presentes, etc.

Quando seus alunos participavam de campeonatos, frequentemente a Academia recebia homenagens por ter garimpado o maior número de medalhas. O impressionante é que o número de atletas não era muito grande, e sim a qualidade técnica dos mesmos. Sensei Luis Macedo sempre foi muito respeitado no mundo das artes marciais.

Uma vez vi ele demonstrando um ‘Kata?’ de Ninjutsu numa competição com uma katana em cada mão… Eu nunca esqueci a habilidade demonstrada naquela apresentação…

Em 1993 a academia Combate Ninja precisou ser demolida para a construção de uma obra da prefeitura (duplicação da Estrada de Itapecerica) e fiquei sem saber onde o Sensei continuaria a ministrar aulas.