Archive for outubro, 2007

Bons amigos

terça-feira, outubro 30th, 2007

Neste ano graças ao projeto de publicar a Budô Newsletter viajei para conhecer outros Dojos e Senseis.

Nesses caminhos fiz bons amigos e adquiri conhecimentos que vou levar comigo aonde eu estiver.

Num desses intercâmbios, tive a oportunidade de conhecer um estilo de Karatê-Do que já admirava há muito tempo mas não sabia que o mesmo existia aqui no Brasil. Trata-se da escola Shotokai.

A escola Shotokai é puramente o que chamamos de Karatê-Do ou Karatê-Budo. Quando digo isso fica implícito que eles não se julgam melhores que outras escolas, pois a vaidade não existe naqueles que estudam o Budô.

Conheci o amigo Agostinho Filié Jr., que me deixou honrado ao aceitar o convite de visitar meu Dojo.

Em nossas conversas aprendi muito, e fiquei honrado em ter a foto de meus alunos publicado no site oficial da escola Shotokai no Brasil.

Confira a foto em http://www.shotokai.com.br/akser-amigos.html

Como citei recentemente no artigo O que é o Dô?, não importa qual caminho você segue. Se isso te traz paz de espírito e felicidade certamente é o melhor caminho para você.

E independente do caminho que você trilhar, não desperdice a oportunidade de conhecer as pessoas que atravessam ou estão nesse mesmo caminho. Certamente você fará bons amigos. Amigos para a vida inteira.

Abraços,

Carlos Camacho.

O que é o Dô?

sábado, outubro 27th, 2007

A definição do que é o “Dô” a seguir é minha. Essa definição certamente muda de pessoa para pessoa. É muito provável que cada um tenha sua própria definição para esse caminho…

“Dô”, do ideograma michi, caminho.

Daí vem o termo “gueido”, o caminho das artes.

Existem as artes relacionadas ao gueijutsu – são as artes nas quais suas obras sobrevivem através dos tempos.
Como exemplos podemos citar a caligrafia, as partituras de músicas ou os livros de poesia.

Existem as artes relacionadas ao gueinô – nessas artes suas obras devem ser recriadas pelos artistas.
Como exemplos temos o teatro nô, chanoryu e o Karatê-Do.

Estudando um pouco sobre a cultura oriental descobri a existência de vários “Dô”.
Posso citar: gadô (caminho da pintura), kôdô (caminho da fragrância do incenso), onkyokudô (caminho da música), tôgueidô (caminho da cerâmica), kabukidô (caminho do drama – kabuki), haikaidô (caminho do poema haikai), shodô (caminho da caligrafia), nôgakudô (caminho do drama lírico clássico – nô), kadô (caminho das flores), chadô (caminho do chá).

Nenhum havia me cativado como o Karatê-Dô.

Todos esses caminhos possuem grandes segredos. Tais segredos só podem ser desvendados após muitos anos, décadas dedicadas a esse caminho.

Na verdade compreendi que ao escolher seu caminho (ou talvez seja o caminho que te escolhe) você sente que isso é uma escolha para a vida toda. Como o Dô é vitalício, fatalmente amanhã você se tornará melhor que hoje. A melhoria é um resultado natural do treinamento contínuo.

Tudo isso está diretamente ligado a tradição. Os segredos do Dô normalmente são transmitidos de pai para filho, de mestre para discípulo. Isso é inevitável uma vez que as artes gueinô precisam disso para resistir ao tempo.

Por ter essa compreensão senti-me na obrigação de ter discípulos. :) Eu sabia que quando recebesse a faixa preta viria junto uma grande responsabilidade. Além de iniciar o verdadeiro treinamento junto a meu mestre, havia chegado a minha vez de passar esse conhecimento para frente. Como já disse alguém famoso: não importa o conhecimento que você possui, o importante é o que você faz com o que tem.

Esse é o meu entendimento do “Dô”.

Abraços,

Carlos Camacho.

Seu Karatê-Do sempre estará com você

quinta-feira, outubro 25th, 2007

Parabéns para os alunos do Dojo Shotokaikan:

- Evelyn (promovida para faixa vermelha);
- Melissa (promovida para faixa vermelha);
- Liliane (promovida para faixa vermelha); e
- Brenno (promovido para faixa amarela).

que obtiveram sucesso no Exame de Graduação realizado este mês.

Veja algumas fotos clicando aqui.

Só eu sei o quanto eles se dedicaram nos últimos 6 meses, e só eles sabem o quanto tudo isso está valendo a pena.

Recado aos demais alunos:

Não ser aprovado em um exame de faixa ou não estar em condições de fazê-lo juntamente com outros amigos não é motivo de desânimo ou vergonha. Muito pelo contrário, isso é completamente normal.

É normal porque as pessoas são diferentes. As pessoas desenvolvem-se de maneiras diferentes. Algumas mais rápidas, outras menos.

Treinar sempre é o segredo para a aprendizagem em qualquer coisa que você fizer.

Se você fizer alguma coisa com toda a sua dedicação (quando digo toda a sua dedicação significa não somente treinamento com o corpo, mas com o corpo, com a alma e com o coração) certamente você irá obter sucesso, é só questão de tempo.

Questão de tempo… para quem é perseverante o tempo é uma variável que não importa muito. Quem é perseverante não tem dúvidas sobre o sucesso, o perseverante sabe que terá sucesso, porque em seu coração ele já é vencedor.

Parabéns novamente! Vamos continuar firme nos treinos que o próximo exame está logo aí! Será daqui a 14 meses (em dezembro de 2008!) :D

Como diria Ramon Sensei, lembrem-se que a faixa serve apenas para segurar as calças…
Quando termina a aula e você sai do Dojo, seu Karatê-Do continua no seu coração (…).

Um forte abraço,

Carlos Camacho.

Filmes de Ação

quarta-feira, outubro 24th, 2007

Jet Li em O Mestre das Armas

Filmes de Ação

Bem, se você ler a matéria Como surgiu esse site? verá como eu adorava assistir filmes de ação quando criança, especialmente se os protagonistas eram atores como Bruce Lee, Chuck Norris ou Jean-Claude Van Damme.

Quando criança assistia muitos filmes de ação porque gostava mesmo é de ver “porrada”. Filmes que tinham armas de fogo não me agradavam. Gostava mesmo é de filmes onde haviam confrontos de lutadores marciais, especialmente quando estes não usavam nenhuma arma além de mãos, braços e pernas.

Hoje ainda continuo fissurado por filmes de ação. Já minha esposa é fissurada em filmes de romance.

Como o princípio do Budô consiste em parar o conflito, quando vamos juntos à locadora ela aluga filmes de romance e eu, claro, filmes de ação. :)

Ontem ela alugou A Casa do Lago onde os atores principais são Sandra Bullock e Keanu Reeves. Adivinha o gênero? Isso mesmo: romance. É uma boa dica pra você alugar para a sua namorada, esposa, mãe, irmã… (Tomara que ela não leia isso. Eheheh!)

Eu aluguei um do Jet Li chamado O Mestre das Armas.

Esse filme lançado no início desse ano conta uma história de um personagem real chamado Huo Yuanjia. Quando criança, o pai de Huo Yuanjia não o deixava praticar Wu Shu pois acreditava que por ter asma não suportaria a rigidez do treinamento.

Indo contra a vontade do pai, Huo Yuanjia se torna lutador e chega a campeão. Depois de uma tragédia que acontece em sua vida ele acaba revendo conceitos e transmite suas conclusões a seus discípulos.

O interessante é que no final do filme há um confronto onde ele se depara com um Karateca.

Ok, não vou contar mais nada senão não sobrará nenhuma novidade para você que ficou com vontade de assistir. :)

Achei válido comentar sobre esse filme pois é cada vez mais raro encontrarmos filmes de ação capazes de transmitir mensagens positivas.

Então é isso aí. Demorou pra você comprar uma pipoca e alugar esse filme na locadora mais próxima! Bom filme!

Ah! Quem assistir comente aqui o que achou do filme, combinado?!

Oss!

Carlos Camacho.

Parábola: A cor do mundo

segunda-feira, outubro 22nd, 2007

Parábola: A cor do mundo

O ancião descansava sentado em velho banco à sombra de uma árvore, quando foi abordado pelo motorista de um automóvel que estacionou a seu lado:
- Bom dia!
- Bom dia! Respondeu o ancião.
- O senhor mora aqui?
- Sim, há muitos anos…
- Venho de mudança e gostaria de saber como é o povo daqui. Como o senhor vive aqui há tanto tempo deve conhecê-lo muito bem.
- É verdade, falou o ancião. Mas por favor me fale antes da cidade de onde vem.
- Ah! É ótima. Maravilhosa! Gente boa, fraterna… Fiz lá muitos amigos. Só a deixei por imperativos da profissão.
- Pois bem, meu filho. Esta cidade é exatamente igual. Vai gostar daqui.
O forasteiro agradeceu e partiu. Minutos depois apareceu outro motorista e também se dirigiu ao ancião:
- Estou chegando para morar aqui. O que me diz do lugar?
O ancião, lançou-lhe a mesma pergunta:
- Como é a cidade de onde vem?
- Horrível! Povo orgulhoso, cheio de preconceitos, arrogante! Não fiz um único amigo naquele lugar horroroso!
- Sinto muito, meu filho, pois aqui você encontrará o mesmo ambiente…

Assim somos nós…. vemos no mundo e nas pessoas algo do que somos, do que pensamos, de nossa maneira de ser. Se somos nervosos, agressivos ou pessimistas, assim será o mundo e só acharemos problemas e conflitos. Em outras palavras, o mundo tem a cor que lhe damos através das nossas lentes… da nossa maneira de ver as coisas. Se vemos o mundo com lentes escuras do pessimismo, tudo à nossa volta nos parecerá escuro… envolto em trevas. Se estamos turvados pelo desânimo, o universo que nos rodeia se apresenta desesperador. Mas, se ao contrário, estivermos otimistas, sentiremos que em todas as situações há aspectos positivos e cheios de entusiasmo. A cor do mundo, portanto, depende da nossa ótica… da maneira como estamos no sentindo, afinal, o exterior estará sempre refletindo o que levamos no interior. Ser otimista é ser gerador de adrenalina emocional, que estimula o sangue, impulsionando ao avanço, à alegria. Cultivando o otimismo nos sentimentos adquirimos visão para perceber o lado bom da vida que nos rodeia… temos confiança em Deus e tudo será belo e ao nosso redor teremos alegria e felicidade.

Veja o mundo com muita ALEGRIA, AMOR e SEJA FELIZ!

Giri vem antes de tudo

quarta-feira, outubro 17th, 2007

Em uma recente entrevista realizada com o Sensei Li aprendi que Giri vem antes de tudo. O post a seguir talvez ajude-nos a compreender o que isso significa.

Oss!

Carlos Camacho.

Giri

Compreender a nossa prática é um caminho sobremaneira complexo devido a alguns distanciamentos culturais. Contudo abaixo temos algumas definições escritas por Fred Lovrett com algumas poucas adaptações que são auxiliares aos alunos a verem o que é considerado de bom costume em nossa prática.

“No processo de se estudar uma arte oriental é inevitável que alguma da filosofia do país de origem seja absorvida. Isto é especialmente verdadeiro a aqueles alunos que adentram com profundidade na arte. Na realidade, é quase axiomático que se você algum dia desejar compreender a essência de qualquer forma de arte você precisa compreender o pensar daqueles que criaram a arte.

Uma das partes mais difíceis na filosofia japonesa para o ocidental compreender é seu complexo sistema de deveres e obrigações. Tais termos com ON, NINJO, GIRI e GIMU podem ser bem confusos e mesmo se as definições forem compreendidas, elas são difíceis de serem aceitas.

Vamos começar com o conceito de “ON”. Basicamente, um ON é uma obrigação. Se alguém faz qualquer coisa por (ou para) mim, eu diria que “eu estou carregando o seu ON.” Um ON pode ser pequeno ou amplo, bom ou mal. Pode ser uma coisa insignificante, tais como um amigo comprar um cafézinho… ou um insulto maior requerendo uma satisfação. De qualquer maneira, uma vez que você tenha aceito este conceito como um modo de vida, é necessário que você mantenha um “arquivo” de todas as suas obrigações. (É considerado ruim ter que fazer lembrar ou se preocupar com as obrigações dos outros para com você).

Agora que você está vestido com todas estas obrigações – e é surpreendente quão rápido elas podem se acumular – o que vamos fazer com elas? Aquela pessoa sem dúvidas já se esqueceu que comprou um cafézinho, então porque você deve se preocupar com isto? Talvez você nunca mais o veja e mesmo se o ver, você não vai ser pego por um relâmpago se você se esquecer de que é a sua vez de comprar.

O que lhe assegura que você não se esqueça é chamado de GIRI. Você o tem ou não o tem… mas se você tiver o GIRI, você nunca se esquecerá. Chame-o de honra, dever ou o que seja… uma pessoa com GIRI, é alguém que se pode confiar, não 99.9% do tempo, mas 100% do tempo. GIRI demanda que todas as obrigações devem ser pagas em toda a extensão (com juros se requisitado). E os seus sentimentos pessoais nesta questão são completamente irrelevantes. Não importa que você não tenha querido que a pessoa comprasse o cafezinho para você – talvez você nem gostasse de café. Mas você recebeu um ON e GIRI demanda que seja saldado. Existe um velho provérbio japonês que diz “A morte é mais leve que uma pena, mas GIRI é mais pesado do que uma montanha”. É impossível ter “um pequeno GIRI.”

Um tipo especial de GIRI é conhecido como GIMU. GIMU se aplica a aqueles ON de tais magnitudes que, não importa o quanto você faça, você pode apenas dar de volta uma fração do débito. Um exemplo disto seria a obrigação do homem para a sua família ou país.

Quanto ao NINJO, isto é o que o seu coração lhe diz para fazer, e isto pode estar frequentemente em conflito com o GIRI. É uma medida do homem se quem vencerá serão os seus sentimentos pessoais (NINJO) ou a sua honra (GIRI). A sua alegria não é material. Ou você vive pelo GIRI ou sem ele.

Agora, vamos ver como isto afeta a sua vida no Dojo. Quando você é aceito num Dojo, você imediatamente recebe um ON. Mesmo que você pague a sua parte pelo aluguel do Dojo, isto de forma alguma cancela o fato de que o Sensei lhe aceitou como aluno e portanto depositou uma obrigação em você. O On é pago ao ser um BOM ALUNO. Coisas tais como mostrar respeito aos mais antigos, treinar com persistência, prestar atenção à aula, estar presente ao Dojo regularmente, tudo isto contribui em liquidar o ON original. Outras coisas menores tais como comprar um cafezinho para o Sensei ou para o Dojo não são vistos como colocar ON sobre o Sensei.

Se você prosseguir ao ponto de aceitar o Sensei como seu mestre (e por sua vez aceito como discípulo) a questão se torna mais séria. Se você considerar o GIMU em vez do GIRI é uma questão pessoal. A compreensão de que uma pessoa que altera permanentemente a sua vida e a maneira de seu pensar leva as coisas além do simples GIRI mas, isto é uma observação pessoal. Lembre-se que ninguém pode te forçar a aceitar GIRI e que se você aceitar, nunca deverá permitir que suas vontades pessoais interfiram.

Você quer um novo casaco… a sua mensalidade está atrasada. A namorada(o) quer ir ao cinema… existe uma aula programada hoje à noite no Dojo. O Sensei fez você passar vergonha na aula… ele é seu Sensei. Você ganhou uma viajem para o Caribe… mas você tem que ensinar no Dojo enquanto o Sensei está de férias. Você quer se casar… mas o seu futuro irá requerer que você gaste menos tempo no Dojo. Tudo isto são exemplos do conflito entre NINJO e GIRI. Para um homem de honra, a escolha correta é auto-evidente.

O GIRI também funciona em sentido descendente. Quando você atinge uma posição de autoridade, o GIRI requer algumas coisas de você. Na maioria dos casos, os alunos do Dojo nunca são conscientes da carga colocada sobre o Sensei até que eles próprios se tornem mestres de seu próprio Dojo. Esta é uma das razões porque você poderá notar que seu Sensei é sempre muito respeitador pelo Sensei dele (Nunca apreciamos os próprios pais até que se tenhamos uma família para criar…). A pessoa que vai dar aula… mesmo doente. A pessoa que vende seu carro… para comprar algo necessário para o Dojo. Aquele que trabalha durante a noite… para conseguir um dinheiro extra para ajudar um aluno em necessidade. A pessoa que faz coisas como estas e nunca conta a ninguém sobre isto é uma pessoa que vive pelo GIRI.

No principio do seu treinamento todo o GIRI é para cima. Entretanto cada promoção lhe põe uma nova carga do ON, tanto para cima como para baixo. O seu instrutor lhe promoveu de onde você estava, assim aumentando as suas obrigações para com ele. O novo grau também aumentou as suas responsabilidades para com os mais novos e para com o Dojo em si. Como sempre, com o grau e a autoridade vem a responsabilidade e a obrigação. Será de admirar que os mais velhos sorriem bem menos que os mais novos?

Se você não considerar todo o tema deste artigo um pouco deprimente, você deve rele-lo. GIRI NÃO É DIVERTIMENTO! Quase todos os alunos novos que entram para um Dojo perguntam sobre “treinamento espiritual”. O conceito de GIRI é uma parte do processo espiritual, uma parte importante. Se você pede para estudar O CAMINHO (DO), não se queixe se ele machucar. Você não faz uma espada acariciando um pedaço de ferro… nem você constrói um espadachim ao lhe dar a certeza de que o aluno estará sempre feliz.”

Fonte: http://shotokai.com.br/budo3.html

Parábola: A Certeza e a Dúvida

terça-feira, outubro 16th, 2007

Parábola: A Certeza e a Dúvida

Buda estava reunido com seus discípulos certa manhã, quando um homem se aproximou:
- Existe Deus? – perguntou.
- Existe – respondeu Buda.

Depois do almoço, aproximou-se outro homem.
- Existe Deus? – quis saber.
- Não, não existe – disse Buda.

No final da tarde, um terceiro homem fez a mesma pergunta:
- Existe Deus?
- Você terá que descobrir – respondeu Buda.

Assim que o homem foi embora, um discípulo comentou, revoltado:
- Mestre, que absurdo! Como o Senhor dá respostas diferentes para a mesma pergunta?

- Porque são pessoas diferentes, e cada um chegará à resposta por seu próprio caminho.

O primeiro acreditará em minha palavra. O segundo fará tudo para provar que estou errado. E o terceiro só acredita naquilo que é capaz de provar por si mesmo.

Parábola: O Aperfeiçoamento Pessoal

terça-feira, outubro 16th, 2007

Parábola: O Aperfeiçoamento Pessoal

Um praticante certa vez perguntou a um mestre Zen, que ele considerava muito sábio:

- Quais são os tipos de pessoas que necessitam de aperfeiçoamento pessoal?

- Pessoas como eu – Comentou o mestre. O praticante ficou algo espantado:

- Um mestre como o senhor precisa de aperfeiçoamento?

- O aperfeiçoamento – respondeu o sábio – nada mais é do que vestir-se, ou alimentar-se…

- Mas – replicou o praticante – fazemos isso sempre! Imaginava que o aperfeiçoamento significasse algo mais profundo para um mestre.

- O que achas que faço todos os dias? – retrucou o mestre – A cada dia, buscando o aperfeiçoamento, faço com cuidado e honestidade os atos comuns do cotidiano. Nada é mais profundo do que isso.

Parábola: Não Conheço Títulos

terça-feira, outubro 16th, 2007

Parábola: Não Conheço Títulos

Um dia, o grande general Kitagaki foi visitar seu velho amigo, o superior do templo Tofuku.

Ao chegar, disse a um noviço de forma algo desdenhosa como comumente se dirigia às pessoas que considerava seus subordinados no exército:
- Diga ao Mestre que o grande general Kitagaki está aqui.

O noviço foi ao seu mestre e disse:
- Mestre, o Grande General Kitagaki está aqui.

O mestre respondeu:
- Não conheço Grandes Generais.

O noviço voltou à presença do militar com o recado enquanto o velho sábio observava do pórtico:
- Desculpe, o mestre não pode vê-lo. Ele não conhece nenhum Grande General.

O General inicialmente ficou surpreso, depois indignado, e finalmente compreendeu. Humildemente disse ao noviço:
- Desculpe minha arrogância. Por favor, diga-lhe que Kitagaki deseja vê-lo.

O monge assim o fez. Logo, o mestre aproximou-se com um sorriso e cumprimentou:
- Ah, Kitagaki! Há quanto tempo! Por favor, entre…

Como fica seu nome em japonês?

quinta-feira, outubro 11th, 2007

Quer saber como fica seu nome escrito em japonês?

Clique aqui e traduza nomes para katakana.

Abração,

Carlos Camacho.

Karatê-Do