Archive for maio 24th, 2007

Budô: Vencer com Ação Energética

quinta-feira, maio 24th, 2007

Budô: Dominar com “Iguem” (Kuraidori) e vencer com ” Ação energética” (Ikioi)

“Iguem” ou “Kuraidori” significa que o homem domina o adversário não pela técnica da luta e nem pela força, mas sim por uma espécie de energia irradiada que se manifesta pelo grau de formação espiritual, cultural e do caráter do indivíduo. “Iguem” não se altera por influência externa ou circunstâncias, porque isto é uma qualidade adquirida do homem.

Com o “Iguem” e uma vez que o individuo tomou a posição de luta (kamae) que é a posição realmente perfeita, exercendo uma pressão dominadora contra o oponente, sem a necessidade de movimentos, sua atitude nunca será influenciada ou abalada pelos movimentos adversário.

“Ikioi” é um movimento ou ação bastante forte e esmagadora, além de dominadora, contra o adversário.

“Iguem” é calmo, mas no íntimo contém mil variações e alterações de reflexos, prontos contra qualquer tipo de ataque do adversário. Junto com o movimento “Ikioi”, cuja ação é esmagadora, anula as mil tentativas do oponente.

Assim diz-se: Enfrente o adversário com Iguem e vença com o Ikioi. São as duas coisas num objetivo só. Dentro de Iguem, contém Ikioi e vice-versa. Quando apresentar Iguem forte, não temerá o oponente e nem terá dúvidas de si próprio.

Budô: A vitória completa pode ser sua derrota completa

quinta-feira, maio 24th, 2007

Budô: A vitória completa pode ser sua derrota completa

Existe um provérbio que diz: “Conhecendo-se o adversário e conhecendo-se a si próprio, pode se lutar cem vezes que não haverá perigo. Não conhecendo o adversário, porém conhecendo-se a si, às vezes se pode ganhar ou perder. Mas, se não se conhece o adversário e nem a si próprio, nunca se conseguirá vencer”.

É necessário admitir corajosamente as próprias falhas. Se isso não for feito, poderá ser a causa da derrota.

Não exceder sua capacidade e nem se rebaixar. O excesso de orgulho e outras falhas acontecem devido à falta de visão realista, coragem e cultura. É preciso conhecer o seu “eu” fraco e o forte para adquirir a vitória.

Budô: A água é o espírito real e o gelo é falso

quinta-feira, maio 24th, 2007

Budô: A água é o espírito real e o gelo é falso

O espírito real quer dizer: conseguir vencer, analisar e agir de modo correto do seu estado mental normal, o que não fica preso a qualquer coisa.

O espírito falso, ao contrário, se torna preso a um pensamento isolado. Agora, se seus espíritos reais se concentrarem apenas num lugar, tornando-se sólido, transformar-se-ão em espíritos falsos. Deste modo, não poderá reagir naturalmente contra os diversos tipos de problemas que surgem ao redor.

A água e o gelo são semelhantes, mas não iguais, pois com o gelo não se pode lavar. Derretendo-o e permitindo que se escoe livremente em todas as direções, torna-se então utilizável.

Com a mente acontece o mesmo, não se deixar prender, pois ficando sólida, perde a flexibilidade e não poderá ser utilizada. Derretendo-a e permitindo que se escoe por todo seu corpo, onde quer que seja, em todo lugar, livremente, assim se pode dizer que é o espírito real.

Quando a mente fica presa por uma flor vermelha, esquecendo-se do tronco, raízes e folhas, perde-se a visão do conjunto.

O homem, às vezes, refletindo sobre seus atos, logo percebe porque estava tão nervoso e descontrolado por assuntos tão banais. Isto quer dizer que a mente estava presa e sólida.

Budô: Ouvir o Som do Vento e da Água

quinta-feira, maio 24th, 2007

Budô: Ouvir o Som do Vento e da Água

O homem pode se dividir em duas partes: parte externa ou superficial e interna ou mental. O controle ideal seria semelhante ao do Texto anterior (Mente em “Ken” e “Tai”), mas também pode dizer-se que, para um lutador, sua parte externa deve colocar-se em estado calmo e a parte interna em estado dinâmico e ativo.

Yagyu Tajimano kami diz: “O vento em si não emite nenhum som. Mas, se vier a soprar mais baixo e em contato com diversos tipos de obstáculos, emite vários tipos de sons. A água quando cai, não tem som, mas ao chocar-se contra algum obstáculo, produz diversos sons. Assim, deve-se reagir calmamente de acordo com as circunstâncias e necessidades. Deve-se manter a calma superficialmente, porém, no interior deve-se se estar em ação para se aprimorar.”

No Budô, o corpo em movimento nervoso não é recomendável e também se deve evitar a influência mental pela movimentação superficial.

Existem os termos:
IN, que se pode traduzir como pólo negativo, lua, noite, dorsal; e
YOU, pólo positivo, Sol, dia, facial.

Ambos são necessários para compreensão de tudo que nos cerca. Devem ser ajustados equilibradamente, simultaneamente com a sua parte externa e interna do corpo. Quando a sua parte interna for YOU (ativa), a parte externa é IN (calma) ou virce-versa, deverá sempre haver um equilíbrio entre a mente e o corpo.

O “Ki” pode ser expresso na alegria, no estado de atenção, de alerta de vontade, nos anseios, etc. e assim se pode trabalhar com o KI (energia de ação) em grande uso no seu interior e com cuidado e precaução no exterior ou, no interior calma e exterior ativo. Expondo o KI desse modo, tudo isso deve ser natural como o amanhecer e o anoitecer.

Assim, Ken (ataque), Tai (defesa), Dou (movimento) e Sei (parado) devem ser ajustados harmonicamente e alternadamente no seu interior e exterior do corpo ou inversamente.

Um pássaro d’água que flutua sobre a mesma, aparentemente está calmo, mas por baixo da superfície da água está utilizando cuidadosamente suas patas a procura de iscas.

Existem duas faces opostas chegando à perfeição, cujo trabalho do corpo no seu íntimo e no exterior se torna uma ação conjunta, perfeitamente livre e espontânea. Jubei Yagyu analisando o provérbio acima citado, diz: “Durante a luta tenha sua mente tranqüila consigo mesmo, consiga ouvir o sussurro do vento e da água”.

Budô: Mente em Ken e Tai

quinta-feira, maio 24th, 2007

Budô: Mente em “Ken” (ataque) e “Tai” (defesa)

“Ken”, significa atacar violentamente e vencer com enérgica iniciativa, isto é, como uma explosão total de forças.

“Tai”, esperar o ataque do adversário, mas com bastante precaução, estando física e mentalmente pronto para o mesmo, refletindo instantaneamente e não apenas para defender-se logo. Neste caso, o reflexo deve ser como “antecipar a iniciativa do ataque do oponente”.

Pode-se colocar o corpo em “ken” (ataque) e a mente em “Tai” (defesa), ou vice-versa.

Isto pode ser chamado como alternância da mente e do corpo em Ken e Tai.

A razão disto está em não deixar que a mente e o corpo estejam em Ken (ataque), porque surgirão algumas falhas no descontrole de um deles. É como se fosse um automóvel com excesso de velocidade e o motorista em estado mental agitado, havendo assim uma grande possibilidade de perigo.

Sendo ao contrário o corpo e a mente em Tai, simultaneamente, a luta tornar-se-á monótona e você será surpreendido pelo adversário, o que também não é recomendável. Então o ideal seria o controle harmonioso entre o corpo e a mente sempre em alternância.

Budô: Desequilíbrio Mental

quinta-feira, maio 24th, 2007

Budô: Desequilíbrio Mental

São várias as causas da perda de equilíbrio mental: trauma psicológico, no caso de perigo, situações imprevistas, dúvidas, emoções descontroladas, acidentes, medo, etc. que podem influenciar o adversário e também a si próprio. Portanto, é muito importante, principalmente durante uma luta, enfrentando o oponente a frente, a exigência e necessidade do maior controle do seu estado psicológico.

Aquele que conseguir esse controle perante seu atacante, já terá uma grande vantagem, possibilitando uma vitória com relativa facilidade.

Assim, para abalar o estado mental do adversário é preciso citar situações, como golpes falsos, etc., utilizando ao máximo os recursos e conhecimentos adquiridos através de pesquisas profundas, as quais são necessárias.

Conseguindo desequilibrar psicologicamente o adversário, este torna-se inseguro e abalado, perdendo o controle físico.