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Parábola: Ansiando por Deus

quarta-feira, março 21st, 2007

Parábola: Ansiando por Deus

Um sábio estava meditando à margem de um rio quando um homem jovem, um tanto entusiasmado, o interrompeu.

“- Mestre, eu desejo ser seu discípulo!”, disse o jovem.

“- Por quê?” replicou o sábio.

O jovem era uma pessoa que sempre ouviu falar dos caminhos espirituais, e tinha uma idéia fantasiosa e romântica deles. Em sua imaturidade, ele achava que ser “espiritual” era algo como participar de um movimento, de uma crença, de uma moda, sem grandes conseqüências.

Ele então pensou numa resposta bem “profunda” e disse:

“- Porque eu quero encontrar DEUS!”

O sábio pulou de onde estava, agarrou o rapaz pelo cangote, arrastou-o até o rio e mergulhou sua cabeça sob a água. Manteve-o lá por quase um minuto, sem permitir que respirasse, enquanto o terrificado rapaz chutava e lutava para se libertar. Finalmente o mestre o puxou da água e o arrastou de volta à margem. Largou-o no chão, enquanto o homem cuspia água e engasgava, lutando para retomar a respiração e entender o que tinha acontecido.

Quando ele eventualmente se acalmou, o sábio lhe perguntou:

“- Diga-me, quando estava sob a água, sabendo que morreria, o que você queria mais do que tudo?”

“- Ar!”, respondeu o jovem, amuado.

“- Muito bem”, disse o mestre. “- Vá para sua casa, e quando você souber ansiar por um Deus tanto quanto você acabou de ansiar por ar, pode voltar a me procurar.”

Parábola: Natureza

quarta-feira, março 21st, 2007

Parábola: Natureza

Dois monges estavam lavando suas tigelas no rio quando perceberam um escorpião que estava se afogando. Um dos monges imediatamente o pegou e o colocou na margem. No processo ele foi picado.

Ele voltou para terminar de lavar sua tigela e novamente o escorpião caiu no rio. O monge salvou o escorpião e novamente foi picado. O outro monge então perguntou:

“Amigo, por que você continua a salvar o escorpião quando você sabe que sua natureza é agir com agressividade, picando-o?”

“Porque,” replicou o monge, “agir com compaixão é a minha natureza.”

Parábola: A Mão de Mokusen

quarta-feira, março 21st, 2007

Parábola: A Mão de Mokusen

Mokusen Hiki vivia em um templo na província de Tamba. Um de seus seguidores falou da mesquinhez de sua própria esposa.

Mokusen visitou a esposa do seguidor e lhe mostrou seu punho cerrado diante de seu rosto.

- O que você quer dizer com isso? – Perguntou a mulher, surpresa.

- Suponhamos que meu punho fosse sempre assim. Como você o chamaria? – Ele perguntou.

- Deformado. – Respondeu a mulher.

Então ele abriu sua mão completamente diante do rosto dela e perguntou:

- Suponhamos que fosse sempre assim. O que seria?

- Um outro tipo de deformação. – Disse a esposa.

- Se você compreende isso – Concluiu Mokusen – você é uma boa esposa.

Ele então partiu.

Depois de sua visita, essa esposa entendeu o erro que cometia.

Parábola: Certo e Errado

quarta-feira, março 21st, 2007

Parábola: Certo e Errado

Quando Bankei realizava semanas de retiro de meditação, estudantes de muitas partes do Japão compareciam.

Durante um desses encontros um estudante foi pego de surpresa roubando. O assunto foi relatado a Bankei com a solicitação de que o estudante fosse expulso. Bankei ignorou o caso.

Mais tarde o estudante foi pego em ato semelhante, e mais uma vez Bankei desconsiderou a questão. Isto irritou os outros estudantes, que redigiram uma petição pedindo o afastamento do ladrão, afirmando que caso contrário eles iriam embora do grupo.

Quando Bankei leu o pedido, convocou todos para comparecer à sua presença.
- Vocês são sábios – disse ele – Vocês sabem o que é certo e o que é errado. Vocês podem ir para algum outro lugar para estudar se quiserem, mas este pobre irmão não sabe nem mesmo distinguir o certo do errado. Quem lhe ensinará seu eu não o fizer? Vou mantê-lo aqui mesmo que todos vocês partam.

Uma torrente de lágrimas limpou o rosto do irmão que tinha roubado. Todo o desejo de roubar havia desaparecido.

Parábola: Hora de Morrer

quarta-feira, março 21st, 2007

Parábola: Hora de Morrer

Ikkyu, um mestre zen, era muito inteligente até quando era apenas um menino. O seu instrutor possuía uma preciosa xícara de chá, uma peça antiga e rara. Ikkyu acabou quebrando essa xícara e ficou completamente perplexo.

Ouvindo os passos de seu instrutor, ele segurou os pedaços da xícara atrás de si. Quando o mestre apareceu, Ikkyu perguntou:

- Mestre, por que as pessoas têm de morrer?

- Isto é natural… – explicou o homem mais velho – Tudo tem de morrer e tem um tempo determinado para viver.

Ikkyu, mostrando a xícara despedaçada, acrescentou:

- Era tempo de sua xícara morrer.

Parábola: A lua não pode ser roubada

quarta-feira, março 21st, 2007

Parábola: A lua não pode ser roubada

Riokan, um mestre zen, vivia o tipo mais simples possível de vida em uma pequena cabana no sopé de uma montanha. Uma noite, um ladrão visitou a cabana e surpreendeu-se ao descobrir que não havia nada nela para ser roubado. Ryokan voltou e o pegou.

- Você provavelmente veio de longe para me visitar – disse ele ao gatuno – E não deve voltar com as mãos vazias. Por favor, tome minhas roupas como um presente.

O ladrão ficou completamente desnorteado. Ele pegou as roupas e escapuliu.

Ryokan sentou-se nu, observando a lua.
- Pobre rapaz…. – ele pensou – Eu gostaria de poder ter dado a ele esta bela Lua.

Parábola: Uma xícara de chá

quarta-feira, março 21st, 2007

Parábola: Uma xícara de chá

Nan-in, um mestre japonês, recebeu um professor universitário que o visitou para fazer perguntas sobre o zen. O professor estava cheio de idéias, e fazia muitas perguntas.

Nan-in serviu o chá. Ele encheu completamente a xícara de seu visitante e depois continuou a servir mais chá nela. O professor observou o derramamento de chá até não poder mais se controlar.

- Já está derramando! Não cabe mais nada! – Falou o professor.

- Como esta xícara – disse Nan-in – Você está cheio de suas própria opiniões e especulações. Como posso lhe mostrar o zen a menos que você primeiro esvazie sua xícara?

Budô: Formas de lutar

quarta-feira, março 21st, 2007

Budô: Formas de lutar

Assim, através dos treinos, adquirir e assimilar as cinco formas de luta e todas as técnicas. O corpo aumenta sua flexibilidade, toma decisões corretas e obtém o ritmo certo, facilitando os reflexos e impulsos. No início vence um adversário, depois dois, três e muitos outros, aprendendo o certo e o errado na luta e, gradativamente, começando a perceber seu real objetivo.

Não se deve apressar e nem precipitar nos treinos e sim conhecer vários tipos de adversários, inclusive o preparo mental deles, alcançando essa meta com as próprias experiências vividas.