Archive for janeiro, 2007

Budo: Ki, Shin e Tai

sexta-feira, janeiro 12th, 2007

Budo: “Ki”, “Shin” e “Tai” – Fortalecer, adquirir e unir três forças

Ki (poder ou força que dá ação ao homem mentalmente). Energia não mecânica.
Shin ou Kokoro (coração ou sentimento)
Tai (força do corpo, inclusive as técnicas).

Ki – É uma qualidade que o homem deve adquirir, da qual origina toda a força e ação.

Pode-se também definir como uma energia baseada no controle mental ou psicológico. É possível fortalece-la infinitamente, com a prática do Budo, auxiliada pela força de decisão. “Ki” se consegue através de treino consciente, no qual se adquiri confiança e experiência. Quando o “Ki” do homem une-se ao da natureza (leis naturais) surgirá uma força infinitamente grande. O domínio e o uso do “Ki” se consegue ampliar mais que 100% da própria capacidade, possibilitando maior proveito na vida cotidiana, no modo de agir e pensar. A energia hidroelétrica é um exemplo de união entre o homem e a natureza.

Miyamoto Musashi quando adolescente, num dos duelos que travou, enfrentou um adversário fortíssimo, profissional de esgrima, conseguindo derrota-lo aproveitando a queda de rochas como fator surpresa. Este é outro exemplo de união homem-natureza.

“Shin” ou “Kokoro” (sentimentos) – Também se deve observar, utilizar e fortificar os sentimentos, como objetivo de treino. Tentando cada vez mais lapida-los ao alto grau de formação espiritual.
Na união do “Ki” e do “kokoro” surgem sentimentos naturais: a nobreza, lealdade, coragem, honra, responsabilidade, etiqueta, etc, etc..

“Tai” (corpo) – O corpo deve ser forte, rápido, flexível, resistente, rico em reflexos, assimilando todas as modalidades de técnicas. Uso total do corpo, descarregando as agressividades e tensões nervosas acumuladas.

O Budo exige muita disciplina durante o período de treinamento, tanto no início, como no término da luta, devendo-se comportar com rigorosa etiqueta em suas normas. Seu treinamento não visa apenas a vitória numa luta ou seu orgulho pessoal e sim um melhor estado físico, uma vida cotidiana mais satisfatória, a preparação para enfrentar qualquer problema.

Durante a luta deve-se encarar com grande importância a distância em relação ao oponente, além da velocidade, técnica e equilíbrio no ataque e defesa, devendo-se adquirir inicialmente, de forma concreta a base ou fundamento correto na sua modalidade esportiva, garantindo assim um bom alicerce em sua formação.

No nosso caso, digo, no meu caso, é preciso treinar incessantemente as bases zenkutsu dachi, kiba dachi e kokutsu dachi. Isso irá garantir o chamado alicerce e é sobre este que construiremos outras habilidades.

Você – leitor do nosso blog – percebeu que hoje estão sendo postadas novas informações. Muitas delas dizem respeito ao Budo. Não é meu objetivo despertar em você o interesse em estudar e praticar o Budo. A filosofia do Budo apresentada nesses posts é meramente informativa.

Creio na idéia de que religião não se discute. Ah! A propósito… Não se trata de uma religião. O Budo existe há muito tempo e é um tratado filosófico sobre como um guerreiro deve comportar-se quando surge uma situação de risco.

Na verdade a filosofia do Budo pode ser aplicada na vida cotidiana ou em competições esportivas por exemplo, isso é possível através do treinamento do corpo, da mente e do espírito.

Hoje foram realizados muitos posts pois estou saindo de férias ( Uhuuuu!!!! :) ) e retornarei em fevereiro. Nesses dias estive pensando no que deixar para vocês durante essas duas semanas e achei interessante falar um pouco sobre o Budo. Espero que gostem!

Bem, é isso aí. ‘Vejo’ vocês em fevereiro.

Abração! Aproveitem o dia! :P

Budo: Preparo mental numa luta

sexta-feira, janeiro 12th, 2007

Budo: Preparo mental numa luta.

O Budo diz: o estado mental deve ser igual ou inabalável na hora da luta como nas horas normais da vida cotidiana. A mente deve ser livre, clara, ampla e equilibrada. Não pode se tornar tensa e nem totalmente relaxada, sem se prender a nada, e sim, calma tranqüila; a vontade, não parando por nenhum instante.

Quando fisicamente se está calmo (parado, estático) a mente deve ser inversa, isto é, em estado de alerta.

Quando o corpo está em forte movimento, o espírito deve manter-se calmo, como em dias normais.

Evitar que o físico e a mente sejam arrastados ou influenciados um pelo outro.

Não se preocupar demasiadamente com seu próprio corpo e nem se distrair ocupando seu pensamento com assuntos banais, mas evitar que o adversário perceba sua meta real na luta.

Sua mente não deve se tornar turva, para que possa captar a imagem correta e conduzir o seu pensamento a uma posição mais nobre e instantânea.

Pesquisar cada vez mais no sentido de aperfeiçoar e lapidar o espírito, aumentando cultura e conhecimento. Cultivar a força de vontade, conhecendo o bem e o mal, o correto e o incorreto.

Conhecer e assimilar as mais variadas modalidades de lutas e técnicas com a própria experiência, não se deixando iludir.

Tudo isto deve ser praticado sempre, para poder corresponder instantaneamente quando for solicitado nas horas de necessidade ou grande ocupação, pois isso não se conseguirá aprender em curto espaço de tempo.

Budo: Como olhar durante a luta

sexta-feira, janeiro 12th, 2007

Budo: Como olhar durante a luta.

SEUS OLHARES DEVEM SER AMPLOS E MAIORES EM TODOS OS SENTIDOS.

“Kam” significa ver o “conteúdo” e será observado em primeiro lugar para notar a real qualidade das coisas. Depois vem “Kem”, que significa olhar seus movimentos superficiais ou estéticos.

Olhar, ler e compreender superficialmente os movimentos distantes e observar, enfrentar e saber os objetivos reais dos movimentos próximos. Ver e entender o “conteúdo”, evitando a influência das atitudes estéticas ou aparências.

Nas lutas de mais de um adversário, deve se olhar os lados e arredores, sem movimentar os olhos.

Busque resolver os problemas mais necessários em primeiro lugar, sem esquecer dos secundários. Na movimentação ou na forma de execução, não estacione ou pare.

Existem sentidos e valores que progridem e se alteram. Quando parar significa a morte, não parar significa a vida. A água em movimento não estagna nem putrefaz. Qualquer treino deve ser pesquisado continuamente possibilitando alterações e progresso.

Formas de lutar (Kamae) – Assim, através dos treinos, adquirir e assimilar as cinco formas de luta e todas as técnicas. O corpo aumenta sua flexibilidade, toma decisões corretas e obtém o ritmo certo, facilitando os reflexos e os impulsos. No início, vence um adversário, depois dois, três e muitos outros, aprendendo o certo e o errado na luta e, gradativamente, começando a perceber o seu objetivo real.

Não se deve apressar e nem precipitar nos treinos e sim conhecer vários tipos de adversários, inclusive o preparo mental deles, alcançando essa meta com as próprias experiências vividas.

Budo: A postura durante a luta

sexta-feira, janeiro 12th, 2007

Budo: A postura durante a luta
Falando em postura, alguns mestre observaram durante a luta o comportamento dos animais selvagens e concluíram, por exemplo, que um gato quando enfrenta um adversário, curva a coluna, demonstrando sua aparência bem maior, para impressionar o oponente e proteger-se contra agressões.

O homem é um ser superior e diz o seguinte: “kamae” existe, mas também deixa de existir, portanto, não é recomendável ficar preso ou ocupado com uma posição, pois o objetivo é derrotar o adversário e a sua técnica. Deste modo pode-se dizer que existe ou não Kamae, pois se altera de acordo com o oponente, o local, a situação, podendo ser tomada a forma mais adequada e não perder o objetivo principal, que seria derrotar o adversário. Portanto, havendo a necessidade de utilizar maiores variedades de ataques e contra-ataques, não se prender a isto e sim fixar o pensamento num único objetivo, que é a maneira para dominar o oponente. Sem isso, nunca poderá derrota-lo.

Diz um provérbio sobre treinamento: “Hoje venci o eu de ontem. Amanhã vencerei o meu interior e no futuro vencerei o meu superior”.

“Kamae” – formas ou posições de lutar que cada lutador possui e já conhece. No entanto, qual seria a posição ideal?

- Seu rosto deve manter-se firme, a cabeça é o centro de gravidade do corpo, deve-se manter equilibrado, sem abaixar ou erguer, sem torcer ou inclinar;

- Seu olhar é firme, cujo movimento deve ser calmo e estável. Não é recomendável contrair a testa exibindo rugas, admitindo-se estas entre as sobrancelhas e ao início da linha do nariz. As vistas devem piscar menos e diminuir o angulo de abertura dos olhos.

- Sua fisionomia é tranqüila, a linha do nariz normal, contraindo levemente o pescoço para endireitar a posição da cabeça;

- Do ombro até ao longo do corpo seus tônus ou tonificações musculares são uniformes.

Musashi

Seja feliz enquanto resolve problemas!

sexta-feira, janeiro 12th, 2007

Seja feliz enquanto resolve problemas!
Muitas pessoas que perderam o dinheiro deixaram de lado as oportunidades de ser felizes por incapacidade de perceber que ainda continuavam muito ricas apesar da perda dos bens materiais.

Mesmo que você esteja passando por uma fase complicada em sua vida, não espere resolver todos os seus problemas para ser feliz. Mesmo no meio da maior tempestade do mundo, dedique algum tempo à reposição de energias. Sei que isso pode ser um pouco difícil porque a sua mente vai se concentrar totalmente na resolução do problema, mas tenha certeza de que tomar fôlego será fundamental para ter mais força de enfrentar essa adversidade.

É essencial arejar a cabeça quando estamos trabalhando. No meu processo de escrever um livro, às vezes não consigo criar um texto que transmita o que quero dizer. Quando o meu lado teimoso insiste em continuar mesmo sem concentração, o resultado é lastimável. Escrevo páginas e páginas e depois jogo tudo fora. Então, eu paro para ouvir uma música, brincar com as crianças, tomar um chá e quando volto ao computador o texto sai em alguns minutos. Se esse bloqueio surge em um processo como o de escrever um livro, sem prazo de entrega, imagine o que acontece com quem tem de lidar com a falência de sua empresa.

Por mais difícil que seja, faça sempre alguma coisa para aquecer seu coração. Muitos acham que devem brincar com os filhos, porque eles estão sentindo a falta do pai. Pense de outra maneira. Perceba que você também está sentindo falta das crianças e que brincar com elas lhe dará mais força para superar os obstáculos.

Procure no seu dia-a-dia os momentos que a vida lhe oferece para ser feliz, mesmo que essas oportunidades se apresentem na forma de algo simples como um pão quentinho com manteiga e um café com leite na padaria da esquina.

Talvez você tenha perdido o dinheiro que lhe dava condições de viajar na primeira classe para todos os lugares do mundo. Pode ser que você não tenha mais condições de jantar nos restaurantes sofisticados aos quais estava acostumado. Se estiver aberto para ser feliz, porém, certamente encontrará formas mais simples, mas não menos alegres, de curtir a vida.

Lembre-se de que as coisas mais importantes da vida são de graça: um abraço do seu filho, o olhar da pessoa amada, um beijo carinhoso do seu pai, o almoço caprichado da mãe. Tudo isso é de graça.

Muitas pessoas que perderam o dinheiro deixaram de lado as oportunidades de ser felizes por incapacidade de perceber que ainda continuavam muito ricas apesar da perda dos bens materiais.

Mesmo diante dos maiores dramas, não desperdice a oportunidade de curtir o sorriso do seu filho, um abraço carinhoso da mulher amada ou mesmo uma conversa com seu melhor amigo.

E, se nada disso estiver disponível nesse momento – digamos que você esteja num país distante resolvendo alguma dificuldade -, vá curtir o pôr-do-sol, o céu estrelado ou uma noite de luar.

Se você estiver com insônia, tome um banho bem gostoso e veja o dia amanhecer. Lembre-se: todos os problemas têm solução! Mas algumas delas podem ser demoradas. Portanto, enquanto você resolve suas dificuldades, não deixe de viver.

Sua vocação é estar junto das estrelas, pois você é uma delas e a sua luz interior é mais intensa do que a luz de milhões de sóis reunidos. Esse problema que você está vivendo é simplesmente uma nuvem no seu caminho ao infinito. Acredite em você e tenha fé na sua vitória que, com toda a certeza, amanhã ela chegará. A fé é o melhor alimento dos campeões.

22.12.2006 – Roberto Shinyashiki

O melhor lutador

sexta-feira, janeiro 12th, 2007

O melhor lutador
E a arte de descobrir seu caminho

Um jovem atravessou o Japão em busca da escola de um famoso praticante de artes marciais. Chegando ao dojô, foi recebido em audiência pelo Sensei.

– O que quer de mim? – perguntou-lhe o mestre.

– Quero ser seu aluno e tornar-me o melhor karateca do país – respondeu o rapaz.

– Quanto tempo preciso estudar?

– Dez anos, pelo menos. – respondeu o mestre.

– Dez anos é muito tempo – tornou o rapaz.

– E se eu praticasse com o dobro de intensidade dos outros alunos?

– Vinte anos – disse o mestre.

– Vinte anos! E se eu praticar noite e dia, dedicando todo o meu esforço?

– Trinta anos – foi a resposta do mestre.

– Mas eu lhe digo que vou dedicar-me em dobro e o senhor me responde que o tempo será maior? – espantou-se o jovem.

– A resposta é simples, disse o mestre:

“- Quando um olho está fixo onde se quer chegar, só resta o outro para encontrar o caminho.”

Um ótimo final de semana à todos!

Carlos Camacho - Templo Kinkaku-ji

Treinamento com o Mestre

quarta-feira, janeiro 10th, 2007

Na segunda-feira passada – 08 de Janeiro de 2007 – treinei na Academia SEIDO-KAN da Sensei Luci Nakama e seu esposo, Sensei Edson Nakama.

A Academia SEIDO-KAN fica no Bairro da Casa Verde – São Paulo – SP. Tel. (11) 3858-0463.
Site: http://www.seidokan.com.br

Sensei Luci Nakama é 2o. DAN pela Federação Paulista de Karatê – FPK e é Bi-Campeã do Pan-americano.

6o. DAN pela mesma federação, Sensei Edson Nakama é técnico da Federação Paulista de Karatê, Bi-campeão Pan-americano, Bi-campeão Sul-americano, 15 vezes campeão Paulista e 26 vezes campeão Brasileiro (dados de 21/07/2002).

Foi uma honra conhecê-los.

OSS!

Sensei Luci e Edson Nakama

A cenoura, o ovo e o café

segunda-feira, janeiro 8th, 2007

Parábola: A cenoura o ovo e o café
Como reagimos e o que aprendemos diante das adversidades

Uma filha se queixou ao pai sobre a vida, que estava muito difícil. Ela já não sabia mais o que fazer e queria desistir. Estava cansada de lutar e seguir em frente. Parecia que quando um problema estava resolvido, um outro surgia. Calmamente, seu pai, que era um talentoso e sábio “chef”, levou-a até a cozinha. Encheu três panelas com água e colocou cada uma delas em fogo alto. Logo a água começou a ferver. Em uma, ele colocou cenouras; em outra, ovos; na última, pó de café. Deixou que tudo fervesse, sem dizer uma palavra.

A filha deu um suspiro e esperou impacientemente, imaginando o que ele estaria fazendo. Cerca de vinte minutos depois, ele apagou o fogo. Retirou as cenouras e depositou-as numa tigela. Com cuidado, pegou os ovos e deixou-os em outra tigela. Então pegou o café com uma concha e despejou-o numa xícara. Virando-se para ela, perguntou:

– Querida, o que você está vendo?
– Cenouras, ovos e café, ela respondeu.

Ele a trouxe para mais perto e pediu-lhe para experimentar as cenouras. Ela obedeceu e notou que as cenouras estavam macias. Então, pediu-lhe que pegasse um ovo e o quebrasse.

Ela obedeceu. Depois de retirar a casca, verificou que o ovo endurecera com a fervura. Finalmente, ele lhe pediu que tomasse um gole do café. Ela sorriu ao provar seu aroma delicioso. Ela perguntou humildemente:

– O que isto significa, pai?

Ele explicou que cada um deles havia enfrentado a mesma adversidade, água fervendo, mas que cada um reagira de maneira diferente.

A cenoura entrara forte, firme e inflexível. Mas depois de ter sido submetida à água fervendo, ela amolecera e se tornara frágil.

Os ovos eram frágeis. Mas sua casca fina protegia a clara e a gema. Mas depois de terem sido colocados na água fervendo, seu interior se tornou mais rijo.

O pó de café, contudo, era incomparável. Depois que fora colocado na água fervente, ele havia mudado a água.

– Qual deles é você?, perguntou o pai a filha. Quando a adversidade bate à sua porta, como você responde? Você é uma cenoura, um ovo ou um pó de café?

(Autor desconhecido)

O Anel

sexta-feira, janeiro 5th, 2007

Todos somos como uma jóia. Valiosos e únicos. Mas andamos pela vida pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem.

–“Venho aqui, professor, porque não tenho forças para fazer nada. Dizem-me que não faço nada bem, que sou lerdo e muito idiota. Como posso melhorar? O que posso fazer para que me valorizem mais?”

O professor, sem olhá-lo, disse:

– “Sinto muito meu jovem, mas não posso te ajudar. Devo primeiro resolver o meu próprio problema. Talvez depois.” E fazendo uma pausa, falou:

– “Se me ajudasse, eu poderia resolver este problema com mais rapidez e depois, talvez, possa te ajudar.”

– “C…claro, professor”, gaguejou o jovem, que se sentiu outra vez desvalorizado. Então, o professor tirou um anel que usava no dedo, deu ao garoto e disse:

– “Vá até o mercado. Venda esse anel porque tenho que quitar uma dívida. É preciso que obtenhas pelo anel o máximo possível, mas não aceite menos que uma moeda de ouro.”

O jovem pegou o anel e partiu. Mal chegou ao mercado, começou a oferecer o anel aos mercadores. Quando o jovem mencionava a venda do anel por uma moeda de ouro, alguns riam, outros saíam sem olhar para ele. Só um velhinho foi amável e explicou que uma moeda de ouro era muito valiosa para se comprar um anel. Tentando ajudar o jovem, chegaram a oferecer uma moeda de prata e uma xícara de cobre, mas o jovem não aceitava menos que uma moeda de ouro. Depois de oferecer a jóia a todos que passaram pelo mercado, abatido pelo fracasso, retornou.

– “Professor, é impossível conseguir o que me pediu.

Talvez pudesse obter 2 ou 3 moedas de prata, mas não se pode enganar ninguém sobre o valor do anel.”

– “Importante o que disse, meu jovem”, contestou sorridente o mestre. “Devemos saber primeiro o valor do anel.
Vá até o joalheiro. Diga que quer vendê-lo e pergunte quanto ele te dá por ele. Mas não importa o quanto ele te ofereça, não o venda. Volte aqui com meu anel.” O jovem foi ao joalheiro e lhe deu o anel para examinar. O joalheiro observou-o com uma lupa e disse:

– “Diga ao seu professor que, se ele quiser vender agora, não posso dar mais que 58 moedas de ouro pelo anel.”

O jovem, surpreso, exclamou:

– “58 MOEDAS DE OURO!!!”

– “Sim”, replicou o joalheiro, “eu sei que poderia oferecer 70 moedas , mas se a venda é urgente…”

O jovem correu emocionado para contar ao professor.

– “Sente-se”, falou o professor depois de ouvir tudo que o jovem lhe contou. E disse:

– “Você é como esse anel, uma jóia valiosa e única, que só pode ser avaliada por um expert. Pensava que qualquer um podia descobrir o seu verdadeiro valor?” Dizendo isso, voltou a colocar o anel no dedo:

– “Todos somos como esta jóia. Valiosos e únicos. Mas andamos pelos mercados da vida pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem.”

(Autor desconhecido)

Somente de Passagem

terça-feira, janeiro 2nd, 2007

Conta-se que, no século passado, um turista americano foi ao oriente, com o objetivo de visitar um famoso sábio.

O turista ficou surpreso ao ver que o sábio morava num quartinho muito simples e cheio de livros. As únicas peças de mobília eram uma cama, uma mesa e um banco.

“- Onde estão os seus móveis ?” – perguntou o turista.

“- Os meus ??” – surpreendeu-se e perguntou também:

“- E onde estão os seus…?”.

“- Os meus??” – surpreendeu-se o turista.

“- Eu estou aqui só de passagem!”. Disse o turista.

“- E eu também.” – concluiu o sábio.

A vida na Terra é somente uma passagem… No entanto, alguns vivem como se fossem ficar aqui eternamente e se esquecem de ser feliz.

(Autor desconhecido)