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Qualidade de Vida

terça-feira, outubro 3rd, 2006

Outro dia eu estava numa livraria e comecei a prestar atenção no número de “receitas mágicas” que são oferecidas nos livros de auto-ajuda. São obras que se propõem a dizer o que você deve fazer para ter uma melhor qualidade de vida, atingindo o sucesso e coisa e tal. Nada contra, pois alguns livros realmente acrescentam em muito para algumas pessoas, mas sempre que folheio um desses manuais da felicidade fico com uma pulga atrás da orelha.

A primeira pergunta que me vem à cabeça: será que o autor faz tudo isso que ele diz? Sempre me pergunto se não tentamos ensinar aos outros o que mais precisamos aprender. Outra coisa que me ocorre: como é que alguém pode saber o que é qualidade de vida para mim? Digo isso porque imagino que essa questão é muito pessoal e não tão genérica.

Qualidade de vida não é morar numa casa espaçosa, rodeada de árvores e pássaros cantando, com as crianças brincando com cachorros num quintal gigante. Acredito que qualidade de vida é conseguir viver bem no ambiente em que nos encontramos, nos adaptando e procurando ter hábitos saudáveis, mas não utópicos.

Cada pessoa deveria encontrar o que é qualidade de vida para si, e não fazer milhares de tentativas frustradas de seguir os manuais com “7 dicas do que fazer para se ter uma vida melhor”.

Proponho o seguinte: faça uma lista das situações que representem prazer para você e procure praticá-las o maior número de vezes possível por semana. Aos poucos, você estará mais feliz, criando a sua qualidade de vida.

Praticar exercícios, morar numa cidade mais tranqüila, trabalhar menos e qualquer outra coisa que seja estereótipo de felicidade nem sempre é o desejo de todos. Tem gente que não vive fora do caos urbano, que adora seu trabalho, fazendo-o com muito prazer e afinco, e que não gosta de praticar esportes. Logo criamos a imagem de que essas pessoas são infelizes. Será mesmo? Pense que pode ser o estilo de vida que mais agrada a essas pessoas, afinal, personalidade é algo muito individual.

Livre-se de culpas. Pare de achar que sucesso e felicidade, bem como qualidade de vida, são como propaganda de margarina. Tudo bobagem! Viva a sua vida da melhor forma possível e do jeito que você achar mais correto e prazeroso. Seja você mesmo e tenha a sua tão sonhada qualidade de vida!

Calma

terça-feira, outubro 3rd, 2006

Correndo por nada

O avião deve chegar às 8h. Se pegar um táxi, às 8h45min ele chegará ao escritório. Como a conferência começa às 9h, tudo bem. Daí, como deverá falar em primeiro lugar, às 10h deverá estar livre e poderá voltar para…. Tudo isso está muito bem, se não fosse por aquela Lei de Murphy que diz que se alguma coisa pode dar errado, vai dar errado. Furam os planos, o relógio implacável começa a contar tempo de tensão e estresse. Por exemplo, pode haver atraso no avião; além disso, é fundamental considerar uns 15 minutos para o desembarque; o táxi, por sua vez, poderá enfrentar um congestionamento inesperado; a conferência pode começar com atraso; em síntese, muita coisa inesperada pode ocorrer.

Porém, viver perigosamente e com os minutos cronometrados faz parte da vida de muita gente nos dias de hoje. E quando se pára para pensar muitas vezes se percebe que muita gente está exatamente correndo atrás do nada, isto é, não há razão justificável para tanta correria – só compulsão. Curiosamente, uma boa parte das pessoas de grande sucesso aparentemente não vive esbaforida, pressionadas pelo relógio. Aparentemente têm tempo para ler o relatório com atenção, para discutir o assunto com a devida calma, para fazer bem as coisas.

Se você anda correndo muito, é hora de perguntar:

· É isso mesmo que você quer da vida? Está feliz assim? Foi talhado para essa vida “perigosa”? Consegue viver na corrida sem arrasar sua saúde e qualidade de vida?
· A correria se justifica ou é mera compulsão provocada por outros que têm poder sobre sua vida? Já pensou em falar com eles para impor um ritmo mais eficiente às suas coisas?
· Já calculou quanto da correria é compulsão pura que faz perder tempo?

Ser rápido é diferente de ser apressado, ser produtivo é diferente de ser esforçado e sofredor, ser eficaz é diferente de fazer muito. E sempre bom tomar o começo do ano para fazer um balanço das coisas: Vale a pena correr?

Pausa para respirar

As demandas que caem sobre nós andam terríveis: além de termos que nos atualizar constantemente em nosso know-how específico, não podemos perder nada do que acontece em política, economia, tendências sociais, gestão…

Precisamos possuir autoconhecimento, dominar as habilidades interpessoais e saber trabalhar em equipe. Aí vêm as necessidades familiares, o cuidar da saúde, as ações sociais. Andam dizendo agora que precisaremos aprender a falar chinês e ainda há aquele filme imperdível, a necessidade de discorrermos sobre vinhos… De tudo isso, ficamos, sobretudo, com a angústia e o corre-corre. Não dá nem tempo da gente se questionar se precisa mesmo dominar tanta coisa.

É delegando, selecionando e principalmente priorizando as tarefas, que vamos saber o que realmente merece nossa dedicação e o que podemos eliminar sem culpa.

Não se deixar levar pela culpa não significa ser irresponsável. Basta delimitar, entre as inúmeras necessidades, com quais podemos ser complacentes. Permitir-se não ser perfeito, permitir-se estar cansado, permitir-se não ter tempo. Mas, alto lá! A complacência só vale para determinadas tarefas.

Para saber quais, liste todas as tarefas que você precisa realizar mensalmente, desde as profissionais até as pessoais e familiares. Agora separe o que é ou será imprescindível do que é delegável. Imprescindível é o que só você pode ou poderá fazer, enquanto que delegável é tudo o que poderia ser feito por outra pessoa, por uma máquina, ou o que poderia estar pronto ou quase pronto. Não pense agora se você tem quem faça ou se o produto semipronto já existe ou se você ou a empresa não tem verba para a delegação. Foque no que só precisa de sua supervisão.

Agora que você já tem a lista das tarefas delegáveis, comece a pensar em como fazer para se livrar delas ou para reduzí-las. Por exemplo, veja se você pode “delegar” os e-mails em língua estrangeira para um software de tradução, se pode arrumar uma carona para ir aos lugares cujo caminho não conhece, se pode gerar trocas entre amigos, colegas e familiares, desde que todos fiquem com tarefas que gostam de fazer e façam “com um pé nas costas”. Pense também em planilhas e arquivos que deixam tarefas semiprontas. Seja criativo, mas não elimine sua responsabilidade pelos resultados.

No mais, não se torture mais se levou três dias para mandar lavar o carro, se ainda não leu a análise de conjuntura de duas semanas atrás. Só não adie as tarefas que vão fazer com que você perca tempo depois. Opte sempre pelo prioritário. Sem culpa.

Uma pausa para respirar que a gente se dê pode ser tão revigorante quanto um colo de mãe. Ele fará com que a gente agüente o tranco e não corra o risco de jogar a toalha ou ficar doente justamente quando nossa dedicação é imprescindível.

Um pouco de complacência, quando consciente e planejada pode gerar mais resultados do que mais uma tarefa realizada: no fundo, estamos armazenando tempo e energia para nos dedicar ao que realmente interessa.

Mude

terça-feira, outubro 3rd, 2006

Hábitos e dificuldades para mudar

Alguns hábitos e manias podem dificultar o dia-a-dia do seu trabalho e até mesmo os momentos de descanso. Você já parou para pensar como você dorme? Como se senta? Qual sua postura quando em pé?

Algumas manias, que hoje são consideradas crônicas, podem atrapalhar no seu rendimento em geral.

Se estiver dormindo, sentando ou posicionando seu corpo do modo errado pode ter problemas de coluna. Agora, suponha que você resolva dormir de modo diferente; por exemplo, você dormia de bruços e agora quer dormir de lado. Aí provavelmente vai começar uma luta que poderá ser das mais difíceis: a luta de mudar um hábito. Muita gente, por falta de persistência ou de motivação, acaba desistindo. O problema é que os hábitos são a pessoa.

- A excelência é um hábito, como dizia Aristóteles.

Se não mudar os hábitos ruins, colocando hábitos bons no lugar deles, a pessoa continuará tendo resultados negativos ou menores do que poderia obter.

De certa forma, são hábitos:

- ­Pensar sempre de um mesmo modo quando um tipo de problema se apresenta. Isso compromete a capacidade de inovação.
- ­Reagir emocionalmente sempre de um mesmo modo quando uma situação ocorre. Como a interpretação da situação é subjetiva, pode ser mudada, mudando as reações a ela ligadas.
- ­Comportar-se sempre de um mesmo modo – no trabalho, na vida social, nos estudos.

Mudar é difícil, mas tente!

­Persista. Com a persistência o desconforto inicial da mudança tende a desaparecer. É uma questão de tempo.
­Compense. Ache um jeito de ter gratificações associadas ao hábito novo para “esquecer” o prazer que o hábito antigo trazia.

Reflita. Busque em sua mente quais são as coisas boas que sustentam o hábito ruim e tente desvincular a relação.

Treino na Action

terça-feira, outubro 3rd, 2006

O treino de ontem na Academia Action foi muito bom.

Conhecemos vários amigos do Karate e passamos por uma avaliação positiva por parte do Sensei William.

Estamos aguardando a visita dos amigos da Academia Action no nosso Dojo. Treinando juntos todos evoluem e aumentamos nosso círculo de amizades!

Por parte do Dojo Shotokaikan compareceram:

- Sensei Ramon;
- Senpai Lamarque;
- Senpai Lamartine;
- Senpai Carlos;
- Senpai Tiago.

O treino foi firme ao ponto de eu pensar que era nosso exame de faixa “surpresa”… De fato estávamos sendo avaliados, mas o exame oficial será marcado para o mês de Novembro.

Agora é continuar firme no treinamento porque a data está bem próxima! :P

Um forte abraço e bons treinos!

Carlos Camacho.